Comunidades quilombolas no Rio Grande do Sul, pandemia e necropolíticas

Autores

  • Mégui Fernanda Del Ré Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil https://orcid.org/0000-0003-3719-6740
  • Vanessa Flores dos Santos Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil https://orcid.org/0000-0003-2744-2426
  • Eleandra Raquel da Silva Koch Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil https://orcid.org/0000-0002-6882-5987

DOI:

https://doi.org/10.36920/esa-v30n1-7

Palavras-chave:

quilombolas, territórios negros, pandemia, Covid-19, necropolíticas

Resumo

Este artigo tem por objetivo mapear os principais conflitos envolvidos no acesso aos direitos de proteção social da população quilombola durante a crise sanitária causada pela propagação do contágio pela Covid-19, no estado do Rio Grande do Sul – RS, a partir do acompanhamento de três comunidades. Para tanto, recorremos à pesquisa bibliográfica e a diretrizes governamentais, relativas a leis e programas sociais voltados a esta população e desenvolvidos no período. Apresentamos trechos de entrevistas, realizadas em sistema de videoconferência ou de troca de mensagens por aplicativo, com lideranças de territórios localizados em duas regiões do estado. Além destas declarações, congregamos informações, coletadas nas plataformas de pesquisa, sobre dados epidemiológicos para a população quilombola no Brasil e no RS e sobre a mobilização coletiva dos movimentos negros e quilombolas pela vacinação. Concluímos, a partir do observado, que as dimensões sociais mais afetadas pela crise sanitária são as da segurança alimentar, de atendimentos em saúde, postos de trabalho e demandas jurídicas e administrativas das comunidades. Estas dimensões foram consideradas a partir de sua conexão com o histórico de desmonte de políticas públicas e de sistemáticas violações de direitos quilombolas, refletidos com base em estudos sobre saúde da população negra e dos conceitos de necropolítica e estado de exceção.

elocation-id: e2230107
Recebido: 29.11.2021   •   Aceito: 30.03.2022   •   Publicado: 07.04.2022
Artigo original  /  Revisão por pares cega  /  Acesso aberto

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Biografia do Autor

Mégui Fernanda Del Ré, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Doutora em Desenvolvimento Rural pelo Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PGDR/UFRGS). Pesquisadora membro do GT Economias Alternativas e Bem Viver do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (CLACSO). megui_delre@yahoo.com.br
https://orcid.org/0000-0003-3719-6740
http://lattes.cnpq.br/5770251605185259

Vanessa Flores dos Santos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Mestre e Doutoranda em Antropologia Social pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS).
vaneflorsantos@gmail.com
https://orcid.org/0000-0003-2744-2426
http://lattes.cnpq.br/3753545976145530

Eleandra Raquel da Silva Koch, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutoranda em Desenvolvimento Rural pelo Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PGDR/UFRGS).
eleandraraquel@gmail.com
https://orcid.org/0000-0002-6882-5987
http://lattes.cnpq.br/2299263755360157

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Publicado

07-04-2022