https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/issue/feed Estudos Sociedade e Agricultura 2020-02-18T17:33:35-03:00 Raimundo Santos estudoscpda@gmail.com Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">A revista Estudos Sociedade e Agricultura tem como missão divulgar no meio científico e acadêmico brasileiro e internacional resultados de pesquisa e reflexão sobre o mundo rural e suas transformações sob a ótica das ciências sociais e da interdisciplinaridade.</p> https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-1_01_introducao Introdução à seção temática: Estratégias e práticas alimentares de famílias agrícolas multilocalizadas e os papéis das políticas públicas 2020-02-18T17:33:35-03:00 Sandrine Fréguin-Gresh freghin@cirad.fr Geneviève Cortes genevieve.cortes@univ-montp3.fr <p>Introdução à seção temática<strong> “</strong>Estratégias e práticas alimentares de famílias agrícolas multilocalizadas e os papéis das políticas públicas” que apresenta o tema e os três artigos que a compõem.<br><strong>Palavras-chave</strong>: práticas alimentares; multilocalização; políticas públicas.<br><br>FRÉGUIN-GRESH, Sandrine&nbsp;; CORTES, Geneviève. Estratégias e práticas alimentares de famílias agrícolas multilocalizadas e os papéis das políticas públicas. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, v. 28, n. 1, p. 5-20, fev. 2020.<br><br>Recebido em 10 de janeiro de 2020.<br>Aceito em 15 de janeiro de 2020.</p> 2020-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Sandrine Fréguin Gresh, Geneviève Cortes https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-1_02_sistemas_agricolas Sistemas agrícolas e alimentares de famílias rurais: análise da multilocalização familiar na região Oeste de Santa Catarina 2020-02-04T13:44:02-03:00 Ademir Antonio Cazella ademir.cazella@ufsc.br Clóvis Dorigon cdorigon@epagri.sc.gov.br Cristiano Nunes Nesi cristiano@epagri.sc.gov.br Ludivine Eloy ludivine.eloy@univ-montp3.fr <p>A migração de agricultores familiares para zonas urbanas costuma ser analisada em termos de êxodo rural. Este artigo mobiliza a noção de multilocalização familiar para discutir distintos fluxos de recursos (alimento, financeiro e trabalho) entre integrantes de unidades agrícolas familiares que permanecem e as que residem fora dessas unidades. Para tanto, realizou-se uma pesquisa junto a 49 famílias de agricultores da região Oeste de Santa Catarina, escolhidas de forma a contemplar a diversidade socioeconômica da agricultura familiar regional. Dentre os principais resultados, constatou-se que a metade dessas famílias é multilocalizada e que as unidades agrícolas inseridas em mercados competitivos são mais multilocalizadas do que aquelas pouco integradas a esses mercados e com rendas menores. O principal recurso intercambiado é alimentação da unidade agrícola para os integrantes externos, reforçando a importância da produção para autoconsumo tanto para quem permaneceu quanto para quem migrou, mas que reside próximo e mantém vínculos com a família agrícola.<br><strong>Palavras-chave</strong>: agroindústria; autoconsumo; pobreza rural.</p> <p>CAZELLA, Ademir Antonio; DORIGON, Clóvis; NESI, Cristiano Nunes; ELOY, Ludivine. Sistemas agrícolas e alimentares de famílias rurais: análise da multilocalização familiar na região Oeste de Santa Catarina. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, v. 28, n. 1, p. 21-47, fev. 2020.<br><br>Recebido em 28 de novembro de 2019.<br>Aceito em 20 de dezembro de 2019.</p> 2020-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Ademir Antonio Cazella, Clóvis Dorigon, Cristiano Nunes Nesi, Ludivine Eloy https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-1_03_antigos_e_novos Antigos e novos hábitos na alimentação de famílias agrícolas de Chapecó e região 2020-02-17T17:28:24-03:00 Renato Sérgio Maluf rsmaluf@gmail.com Silvia Aparecida Zimmermann silvia.zimmermann@unila.edu.br <p>O texto apresenta os resultados de pesquisa de campo sobre práticas alimentares de famílias agrícolas selecionadas na região de Chapecó (SC), ressaltando a combinação entre a preservação de antigos e introdução de novos hábitos alimentares e seus principais determinantes, num contexto de estreita relação urbano-rural. Analisa também o grau de diversidade das dietas alimentares e as fontes dos alimentos consumidos com base em extensa coleta de informações, e a percepção das famílias entrevistadas sobre sua segurança alimentar e nutricional. Entre os “achados” da pesquisa destacam-se significativas modificações nos hábitos alimentares das famílias agrícolas entrevistadas, elevado grau de diversidade das dietas, importância das relações urbano-rural, em especial, dos elos intra-familiares em relação com o fenômeno da multilocalização familiar.&nbsp;<br><strong>Palavras-chave</strong>: práticas alimentares; hábitos alimentares; famílias agrícolas; segurança alimentar e nutricional.<br><br>MALUF, Renato Sérgio; ZIMMERMANN, Silvia Aparecida. Antigos e novos hábitos na alimentação de famílias agrícolas de Chapecó e região. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, v. 28, n. 1, p. 48-77, fev. 2020.<br><br>Recebido em 20 de novembro de 2019.<br>Aceito em 16 de dezembro de 2019.</p> 2020-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Renato Sérgio Maluf, Silvia Aparecida Zimmermann https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-1_04_praticas_produtivas As práticas produtivas e alimentares no espaço rural do Oeste de Santa Catarina: a ação pública na busca e na crítica à modernidade 2020-02-04T13:34:17-03:00 Catia Grisa catiagrisaufrgs@gmail.com Andréia Tecchio deiatecchio@yahoo.com.br Leticia Andrea Chechi leticia.chechi@udesc.br Eric Sabourin eric.sabourin@cirad.fr <p>A região do Oeste de Santa Catarina se integrou à “modernização da agropecuária” a partir da década de 1950, por meio da agroindustrialização de alimentos, tendo como protagonistas o Estado, a sociedade civil e o mercado, que atuaram nos níveis nacional, estadual e municipal. Baseado na sociologia da ação pública, o objetivo deste artigo consiste em verificar como as políticas públicas promoveram a modernidade e como ações e políticas públicas mais recentes reforçam ou delineiam novos padrões e trajetórias de desenvolvimento rural e influenciam práticas produtivas e alimentares. A coleta de dados associou revisão bibliográfica e pesquisa de campo. Em 2018, foram realizados dois grupos focais, 13 entrevistas semiestruturadas com gestores públicos e mediadores de sete organizações atuantes na região, e foram aplicados 49 questionários em domicílios rurais localizados em Chapecó e nove municípios vizinhos. Os resultados da pesquisa indicam que a modernidade levou uma parcela significativa de agricultores familiares a produzirem menos alimentos para o autoconsumo e a consumirem mais alimentos industrializados e ultra processados, além de ter provocado concentração da produção, êxodo rural e poluição ambiental. Diante desses riscos e incertezas, “novas” práticas produtivas e alimentares emergiram e novos atores passaram construir alternativas à modernidade. As “novas” estratégias produtivas consistiram na agroindustrialização de alimentos, produção agroecológica, resgate da biodiversidade, criação de feiras e a manutenção da produção para o autoconsumo, apoiadas por diversas ações e políticas públicas. O mesmo Estado que produz riscos, ameaças e incertezas produtivas e alimentares, também contribui para a segurança alimentar e nutricional na região.<br><strong>Palavras-chave</strong>: ação pública; modernidade; práticas produtivas e alimentares.<br><br>GRISA, Catia; TECCHIO, Andréia; CHECHI, Leticia Andrea; SABOURIN, Eric. As práticas produtivas e alimentares no espaço rural do Oeste de Santa Catarina: a ação pública na busca e na crítica à modernidade. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, v. 28, n. 1, p. 78-108, fev. 2020.<br><br>Recebido em 26 de novembro de 2019.<br>Aceito em 20 de dezembro de 2019.</p> 2020-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Catia Grisa, Andréia Tecchio, Leticia Andrea Chechi, Eric Sabourin https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-1_05_admiravel_bode ‘Admirável Bode Novo’: regionalismo e ruralismo em defesa da caprinocultura no semiárido nordestino 2020-02-04T16:07:10-03:00 Valdênio Freitas Meneses valdeniofmeneses@hotmail.com <p>A criação de caprinos foi, nas últimas décadas, alvo de forte investimento no semiárido nordestino. E isso se deu para além de fatores econômicos: há um forte viés regionalista que orienta desde eventos turísticos e gastronômicos a feiras de agropecuária em várias cidades da região, e que legitima a pecuária de caprinos como autêntico símbolo “sertanejo”. Este artigo analisa as condições de produção dessa crença relacionando-as à forma como frações de elites pecuaristas do Nordeste firmaram uma ideia de convivência com as secas. Ao mapear esse campo de disputas utilizo como fontes manuais de zootecnia, revistas das associações e entidades representativas de grandes pecuaristas nordestinas (edições de 1980-2013). Este artigo conclui que a legitimidade para o atual <em>status</em> valorizado da caprinocultura no semiárido parte de dois movimentos de frações da elite pecuarista.&nbsp; De um lado, desqualificando a percepção e as lógicas de reciprocidade – da “miunça e criação” – dos caprinos para os pobres, do outro, aproximando a percepção e exaltação regional da caprinocultura com a imagem de uma “vocação rural” brasileira, argumento do ruralismo de setores do agronegócio nacional.<br><strong>Palavras-chave</strong>: elite pecuarista; caprinocultura; regionalismo; ruralismo; semiárido nordestino.<br><br>MENESES, Valdênio Freitas. ‘Admirável Bode Novo’: regionalismo e ruralismo em defesa da caprinocultura no semiárido nordestino. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, v. 28, n. 1, p. 109-135, fev. 2020.<br><br>Recebido em 22 de novembro de 2019.<br>Aceito em 6 de janeiro de 2020.</p> 2020-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Valdênio Freitas Meneses https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-1_06_conhecimento Conhecimento sobre os conceitos de selos de qualidade vinculados à agricultura familiar 2020-02-04T17:40:30-03:00 Etiénne Groot etienne.groot@unesp.br <p>A agricultura familiar tem o desafio de se inserir nas Cadeias Longas de Comercialização. Neste contexto, os processos produtivos devem ser comunicados ao mercado por meio de selos de qualidade. O valor agregado do produto aumenta quando os conceitos ligados ao selo são conhecidos pelos consumidores. O objetivo do trabalho foi o de avaliar o conhecimento dos consumidores a respeito dos conceitos relacionados a selos de qualidade em Dracena/SP. Para isso, foram feitas 257 entrevistas pessoais com o auxílio de questionário estruturado, entre abril e junho de 2018. Os resultados indicam que 1/3 dos consumidores desconhecem a agricultura orgânica e pouco mais da metade desconhecem os conceitos da agricultura familiar. Os produtos de quilombos e de comércio justo são praticamente desconhecidos em Dracena. Verificou-se uma relação positiva entre os níveis de estudos e o conhecimento da agricultura familiar e produtos orgânicos. Como conclusão, o trabalho mostrou que é preciso realizar um amplo e contínuo trabalho de informação dos consumidores sobre os selos de qualidade.<br><strong>Palavras-chave</strong>: Selo de Identificação da Agricultura familiar (Sipaf); Selo de Quilombo do Brasil; Selo <em>FairTrade;</em> Selo de Produto Orgânico do Brasil; Cadeia Longa de Comercialização.<br><br>GROOT, Etiénne. Conhecimento sobre os conceitos de selos de qualidade vinculados à agricultura familiar. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, v. 28, n. 1, p. 136-155, fev. 2020.<br><br>Recebido em 7 de outubro de 2019.<br>Aceito em 8 de janeiro de 2020.</p> 2020-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Etiénne Groot https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-1_07_rentabilidade A rentabilidade dos produtores de soja no Paraguai: concentração e exclusão 2020-02-05T12:49:39-03:00 Valdemar João Wesz Junior jwesz@yahoo.com.br <p>Atualmente o cultivo da soja exige dos produtores um apurado conhecimento tecnológico, gerencial, financeiro e produtivo, sobretudo por ser um produto padronizado, com preço definido internacionalmente, pautada em um comércio global e controlado por empresas transnacionais. A interação entre rendimento por área, custo de produção e preço de venda define se o produtor finalizará o ciclo produtivo com saldo positivo ou negativo. O objetivo deste trabalho é analisar a margem líquida do cultivo da soja no Paraguai entre 2002/2003 e 2018/2019, percebendo as variações ao longo dos anos e seus efeitos sobre os produtores. Este estudo utiliza uma abordagem qualitativa e quantitativa, como revisão bibliográfica, análise de dados estatísticos, aplicação de questionário com 77 produtores de soja e 8 ex-produtores e realização de entrevistas com representantes de 45 empresas do setor. Os resultados mostram que há forte variação na margem líquida da soja conforme a safra e o perfil do produtor, cujo efeito mais evidente é a exclusão de alguns produtores e a concentração naqueles com maiores área e eficiência produtiva.<br><strong>Palavras-chave</strong>: mercado da soja; produtores rurais; rentabilidade; Paraguai.<br><br>WESZ JUNIOR, Valdemar João. A rentabilidade dos produtores de soja no Paraguai: concentração e exclusão. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, v. 28, n. 1, p. 156-179, fev. 2020.</p> <p>Recebido em 5 de novembro de 2019.<br>Aceito em 6 de janeiro de 2020.</p> 2020-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Valdemar João Wesz Junior https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-1_08_genese A gênese da política de desenvolvimento territorial no Brasil: atores, redes e a comunidade de política pública 2020-02-05T13:59:13-03:00 Joana Tereza Vaz de Moura joanatereza@gmail.com Bárbara Maia Lima Madeira Pontes barbaram.pontes@gmail.com <p>O artigo tem como objetivo desvendar a gênese da política de desenvolvimento territorial no Brasil, olhando para a importância das redes sociais na formação de uma comunidade de políticas pública específica sobre desenvolvimento rural com viés territorial. Busca-se trazer para o debate as influências de diversos atores da rede (militantes ou simpatizantes de movimentos sociais) que figuravam no cenário rural brasileiro e que, com a entrada do presidente Luís Inácio Lula da Silva, em 2003, tornam-se membros da burocracia estatal, inclusive assumindo cargos de alto escalão. Trabalha-se com a hipótese de que as perspectivas assumidas por esses atores foram centrais nas definições das políticas territoriais. A relação entre movimentos sociais, partidos políticos e Estado é pensada a partir da sociologia relacional, utilizando a ideia de redes sociais e comunidade de política pública, buscando identificar quais atores ocuparam postos-chave em arenas deliberativas e decisórias e como se articularam com demais burocratas. Foram realizadas entrevistas com atores-chave como a principal fonte de dados para a análise. Reforça-se que, mais do que um contexto institucional favorável, ou seja, a abertura de janelas de oportunidades possibilitadas pelo Governo Lula, são as ações dessa comunidade desde os anos 1990 que de fato produzem ideias/valores e definem as políticas públicas com o viés territorial para pensar o desenvolvimento no país.<br><strong>Palavras-chave</strong>: redes sociais; desenvolvimento territorial; comunidade de política.<br><br>MOURA, Joana Tereza Vaz de; PONTES, Bárbara Maia Lima Madeira. A gênese da política de desenvolvimento territorial no Brasil: atores, redes e a comunidade de política pública. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, v. 28, n. 1, p. 180-207, fev. 2020.<br><br>Recebido em 4 de junho de 2019.<br>Aceito em 28 de novembro de 2019.</p> 2020-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Joana Tereza Vaz de Moura, Bárbara Maia Lima Madeira Pontes https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-1_09_la_asociatividad La asociatividad comunitaria para el emprendimiento rural: la experiencia de tres asociaciones del corregimiento de Tribunas Córcega, Pereira 2020-02-05T16:30:55-03:00 Patricia Elena Giraldo Calderón pgiraldo.cal@gmail.com Maicol Lopera Cardona maicolopera84@hotmail.com Marleny Cardona Acevedo mcardona@umanizales.edu.co <p>Este artículo se propone describir las dinámicas de asociatividad comunitaria y las políticas locales de emprendimiento rural a partir de la experiencia de tres asociaciones del corregimiento de Tribunas Córcega en el municipio de Pereira, Colombia, para el año 2018. Metodológicamente se aplicó la línea del tiempo y una encuesta de preguntas abiertas a líderes de las asociaciones. A modo de resultados, se evidencian procesos asociativos diversos, así como la ejecución de políticas para el emprendimiento rural en el territorio. Sin embargo, las asociaciones enfrentan grandes debilidades internas y externas que limitan sus emprendimientos. Al finalizar se concluye que existe una multifuncionalidad coherente con las formas organizativas de las comunidades, en contraste, se evidencia un bajo acceso a las políticas municipales de emprendimiento y, por tanto, algunas potencialidades a desarrollar.<br><strong>Palabras clave</strong>: asociatividad; emprendimiento rural; políticas públicas; Colombia.<br><br></p> <p>CALDERÓN, Patricia Elena Giraldo; CARDONA, Maicol Lopera; ACEVEDO, Marleny Cardona. La asociatividad comunitaria para el emprendimiento rural: la experiencia de tres asociaciones del corregimiento de Tribunas Córcega, Pereira. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, v. 28, n. 1, p. 208-226, fev. 2020.<br><br>Recibido en 29 de julio de 2019.<br>Aceptado en 28 de octubre de 2019.</p> 2020-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Patricia Elena Giraldo, Maicol Lopera Cardona, Marleny Cardona Acevedo https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-1_10_ruralidades Ruralidades, enfoque territorial e políticas públicas diferenciadas para o desenvolvimento rural brasileiro: uma agenda perdida? 2020-02-05T17:50:43-03:00 Sergio Pereira Leite sergiopereiraleite@uol.com.br <p>Equacionar o desenvolvimento territorial, as políticas públicas diferenciadas e a emergência de novas ruralidades no ambiente agrário brasileiro, tendo por base a experiência observada nas últimas décadas, é o objetivo central desse artigo para refletir sobre os “estilos” ou “modelos” de desenvolvimento que caracterizaram as transformações sociais, econômicas e político-institucionais no campo. Para tanto, o trabalho aborda, à luz da literatura internacional, o significado e o impacto que o emprego das novas ruralidades para caracterizar o meio rural trouxe sobre um conjunto importante de indicadores e de políticas governamentais. Tomando o caso brasileiro, o artigo busca retratar brevemente alguns processos recentes que influenciaram o desenho de distintas “radiografias” possíveis da agricultura nacional, exemplificada no trabalho a partir dos movimentos de estrangeirização e financeirização da terra e da constituição de territórios rurais, ambos processos amparados em políticas governamentais não menos desprezíveis, como aquela do crédito rural e do programa de desenvolvimento territorial. A recente crise das políticas agrárias brasileiras traz novos desafios à compreensão desse contexto mais amplo, gerando novas questões, sistematizadas ao final do artigo.<br><strong>Palavras-chave</strong>: desenvolvimento rural; desenvolvimento territorial; políticas agrárias; ruralidades.<br><br>LEITE, Sergio Pereira. Ruralidades, enfoque territorial e políticas públicas diferenciadas para o desenvolvimento rural brasileiro: uma agenda perdida? <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, v. 28, n. 1, p. 227-254, fev. 2020.<br><br>Recebido em 19 de novembro de 2019.<br>Aceito em 6 janeiro de 2020.</p> 2020-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Sérgio Pereira Leite