https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/issue/feed Estudos Sociedade e Agricultura 2022-05-17T12:36:35-03:00 Maria José Carneiro estudoscpda@gmail.com Open Journal Systems <p style="text-align: justify;"><strong>ISSN @ 2526-7752</strong><br />Estudos Sociedade e Agricultura é uma publicação do <a href="http://institucional.ufrrj.br/portalcpda/" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade</a> da <a href="http://portal.ufrrj.br/" target="_blank" rel="noopener">Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro</a> (CPDA/UFRRJ) dedicada ao estudo do mundo rural com a missão de divulgar pesquisas e reflexões sobre este tema e suas transformações sob a ótica das Ciências Sociais e promover o intercâmbio de conhecimento científico e acadêmico nacional e internacional.</p> https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_st01 Saberes, políticas e éticas da terra e do ambiente entre camponeses, quilombolas e povos tradicionais: uma introdução 2022-05-17T12:36:35-03:00 Jorge Luan Teixeira jorge.luant@gmail.com John Comerford jcomerford@uol.com.br Daniela Carolina Perutti danielaperutti@gmail.com <p>Neste artigo introdutório à seção temática, apontamos a diversidade de formas pelas quais distintos povos camponeses, quilombolas e tradicionais regulam e negociam o uso e o acesso à terra e aos chamados “recursos naturais”. Exploramos como os saberes, as lógicas, as políticas e as éticas da partilha de terras, matas, águas e seres, que podem ou não ser concebidos como de “uso comum”, estão entrelaçados, com maior ou menor felicidade e continuidade, com o próprio fazer-se de tais comunidades. Dentre os “bens comuns”, as “artes” e os “saberes” de tais povos estão aqueles, sutis, inventivos e cotidianos, de produção da relacionalidade. Considerando-se as situações de disputa e expropriação, bem como as políticas governamentais de desenvolvimento econômico ou de conservação ambiental, refletimos também sobre as respostas e estratégias de tais povos para combater o avanço de práticas predatórias sobre os seus lugares e modos de vida.<br /><br />elocation-id: e2230109<br />Recebido: 15.04.2022 <strong> • </strong>Aceito: 06.05.2022 <strong> • </strong>Publicado: 20.05.2022<br />Artigo original / Acesso aberto</p> 2022-05-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Jorge Luan Teixeira, John Comerford, Daniela Carolina Perutti https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_st02 A multiplicidade das águas no fazer das pessoas: corpo, gênero e materialidades em um quilombo pernambucano 2022-01-17T13:07:50-03:00 Marcela Rabello de Castro Centelhas marcelarabello91@gmail.com <p>Este artigo parte da etnografia realizada no convívio com famílias quilombolas no agreste de Pernambuco. À medida que minha inserção no cotidiano da comunidade foi se adensando, minha posição em termos de gênero e geração tornou possível direcionarmos o olhar para as formas locais de uso, classificação e simbolização das águas. Perceber a multiplicidade das águas em termos de características sensoriais, qualidades, efeitos e relações com corpos e coletividades permitiu refletir criticamente a respeito dos discursos acadêmicos e estatais sobre a região semiárida, que tomam a água como um recurso natural escasso. Ao dar centralidade à dinâmica cotidiana das águas, privilegio as casas como eixos centrais a partir dos quais o manejo dessa substância evidenciava conexões entre corpos e materialidades. Essas conexões revelaram-se valorosas para pensar os usos das águas na relação com trabalhos e atribuições generificadas, conflitos, expectativas e julgamentos morais, situações de prestígio e humilhação, formas de cuidado e apresentação pública dos corpos.<br /><br />elocation-id: e2230110<br />Recebido: 15.11.2021 <strong> • </strong>Aceito: 04.04.2022 <strong> • </strong>Publicado: 20.05.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-05-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Marcela Rabello de Castro Centelhas https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_st03 Água, terra e memória no “gerais” do rio São Francisco: Cabeceirinha, município de Januária, Minas Gerais 2021-12-07T18:00:34-03:00 Keyty de Andrade Silva andrade.keyty@gmail.com Eduardo Magalhães Ribeiro eduardoribeiromacuni@gmail.com Gildarly Costa da Cruz gc.cruz@hotmail.com <p>Ao longo de décadas, famílias de agricultores se deslocaram pelos “gerais” do Alto-Médio São Francisco, no Norte do estado de Minas Gerais. Com acesso livre às terras e às águas, “geralistas” adaptaram técnicas de manejo que asseguraram produção abundante até finais do século XX, quando a tomada de terras comuns promovida pela “modernização agrícola” foi seguida pela implantação de unidades de conservação. Essas mudanças tiveram papel fundamental na história vivenciada pela população rural e suas narrativas mesclam a avaliação das transformações do acesso aos recursos e ao território com a criação de formas de resistência e adaptação a novos modos de viver, fazer e produzir. A memória sustenta a avaliação e o enfrentamento. Este artigo analisa as relações entre população, terra e água, investigando a comunidade de Cabeceirinha, banhada pelo Pandeiros, um dos últimos rios vivos do território. Usando técnicas da etnografia e de pesquisa social, debate a partir das histórias e memórias de que maneiras as restrições fundiárias, legais e ambientais modificaram costumes e, contraditoriamente, fundamentam a recriação cotidiana das condições de vida.<br /><br />elocation-id: e2230111<br />Recebido: 15.11.2021 <strong> • </strong>Aceito: 07.04.2022 <strong> • </strong>Publicado: 20.05.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-05-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Keyty de Andrade Silva, Eduardo Magalhães Ribeiro, Gildarly Costa da Cruz https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_st04 Resistências cotidianas em defesa do “bem viver”: o caso da comunidade Lapa, no sertão cearense 2021-12-10T10:30:55-03:00 Roberta de Castro Cunha roberta.castroas@gmail.com Lia Pinheiro Barbosa lia.barbosa@uece.br <p>Tendo como contexto histórico o modelo de desenvolvimento imposto pelo capitalismo na América Latina e o caráter regulador do Estado, sobretudo das estratégias para a desterritorialização dos grupos camponeses na contemporaneidade, o artigo objetiva discutir as contradições que envolvem os conflitos socioterritoriais gerados pela construção de uma grande obra hídrica e as comunidades atingidas com esse empreendimento, e como tais comunidades resistiram a esse processo, tendo como subsídio de análise o caso empírico dos agricultores da comunidade Lapa, na luta pelo reconhecimento do território e enfrentamento das violações de direitos, decorrentes da instalação da barragem Figueiredo, no município de Potiretama, no estado do Ceará. Neste estudo, a teoria social latino-americana e a sociologia dos conflitos dialogam com os dados empíricos produzidos por meio de entrevistas e pesquisas bibliográfica e documental, realizadas no período compreendido entre os anos de 2018 e 2020. A pesquisa evidenciou as formas de resistências dos agricultores da Lapa, como a organização coletiva, o acionamento de identidades coletivas, as ocupações, as mobilizações sociais e a manutenção do modo de vida tradicional, concluindo que existe na condição camponesa grupos que resistem e lutam no campo contra a falácia do “viver melhor” em defesa do “bem viver”.<br /><br />elocation-id: e2230112<br />Recebido: 07.10.2021 <strong> • </strong>Aceito: 28.03.2022 <strong> • </strong>Publicado: 20.05.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-05-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Roberta de Castro Cunha, Lia Pinheiro Barbosa https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_st05 O comum e o público no avanço de fronteiras territoriais: controvérsias entre territorialidade quilombola e estruturas logísticas no Maranhão 2022-03-09T16:36:05-03:00 Cíndia Brustolin cindiabrustolin@gmail.com Dayanne da Silva Santos lavignedayanne@gmail.com <p>Na análise do processo de expansão de fronteiras territoriais a partir da instalação de estruturas logísticas de escoamento de <em>commodities</em> sobre o território quilombola de Santa Rosa dos Pretos, em Itapecuru Mirim (MA), buscamos colocar em equivalência as noções de “público” e “comum”, transitando entre espaços discursivos que institucionalizam verdades e lugares de afirmação de princípios gestados em práticas locais. Atentamos para as possibilidades enunciativas inseridas em disputas ontológicas, numa dinâmica que pretendeu contribuir para reverter a cisão hierárquica das discussões, dos espaços de enunciação e problematizar o exercício da violência.<br /><br />elocation-id: e2230113<br />Recebido: 15.11.2021 <strong> • </strong>Aceito: 06.04.2022 <strong> • </strong>Publicado: 20.05.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-05-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Cíndia Brustolin, Dayanne da Silva Santos https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_st06 Seringueiros do Alto Acre ‘no tempo das políticas públicas’: comunitarismo e disputas eleitorais na atualização da condição camponesa numa região de fronteira agropecuária 2022-02-24T13:41:19-03:00 João Maciel de Araújo joao.maciel@ifam.edu.br <p>Baseado numa abordagem relacional, o presente trabalho discute aspectos prático-simbólicos da ação dos seringueiros de comunidades de reservas extrativistas do Alto Acre, nos campos burocrático e político. A partir de pesquisa documental, observações e entrevistas com moradores de comunidades da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e de Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAE) situados numa região de fronteira da expansão agropecuária sobre a Amazônia, o trabalho evidencia as tensões entre, de um lado, os princípios e perspectivas de agentes situados em instituições do Estado e do mercado, e, de outro, as perspectivas dos seringueiros, que incorporam seletivamente aos seus <em>habitus</em> novos elementos para a manutenção de sua condição camponesa. Ao percorrer o processo de criação do instrumento jurídico que regulamentou a exploração madeireira em territórios de Resex e as disputas políticas pelo poder local das quais os seringueiros participaram ativamente, por meio de seu envolvimento com o Partido dos Trabalhadores (PT) nas últimas três décadas, o trabalho conclui que tais processos foram determinantes para a ampliação de capital simbólico a esses camponeses, que inseririam um comunitarismo singular no debate público, permitindo a atualização de sua condição camponesa e, consequentemente, sua permanência no cenário agrário do Alto Acre.<br /><br />elocation-id: e2230114<br />Recebido: 10.10.2021 <strong> • </strong>Aceito: 06.04.2022 <strong> • </strong>Publicado: 24.05.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-05-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 João Maciel de Araújo https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/1935 Expediente v. 30, n. 1 (janeiro a junho de 2022 – publicação contínua) 2022-02-18T15:33:11-03:00 2022-02-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_01 Um movimento de jovens agricultores familiares 2021-10-05T16:47:40-03:00 Nilson Weisheimer nw65br@gmail.com <p>O artigo aborda a participação sindical de jovens agricultores familiares mobilizados pela Fetag-BA. Descreve a origem e trajetória organizativa desse movimento, caracteriza os agricultores familiares e a participação juvenil no movimento sindical de agricultores familiares. A base empírica foi uma <em>survey</em> com participantes do I Festival Estadual da Juventude Rural da Bahia, em 2013, quando se obteve 145 depoimentos. Os resultados confirmaram que a situação juvenil na agricultura familiar trazia como características principais a intensa socialização no trabalho familiar agrícola e a precária autonomia material. Nesse contexto, a participação de jovens no sindicalismo apareceu marcada pelos vínculos familiares e pela busca de reprodução social na agricultura familiar, se constituindo ainda como uma prática política que visa ao reconhecimento social e à autonomia material.</p> <p>elocation-id: e2230101<br />Recebido: 14.09.2021 <strong> • </strong>Aceito: 26.01.2022 <strong> • </strong>Publicado: 21.02.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-02-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Nilson Weisheimer https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_02 A Dialética do Concreto: um aporte epistemológico frutífero nas pesquisas agroecológicas? 2021-08-04T16:23:11-03:00 Renata Gadelha regadelha@hotmail.com Rosalvo Schütz rosalvoschutz@hotmail.com <p>Este artigo tem o objetivo de apontar como o materialismo histórico dialético, na forma como é apresentado pelo filósofo Karel Kosik, representa um aporte conceitual que permite um aprofundamento na visão epistemológica e metodológica adequado às pesquisas em agroecologia. Conceitos como totalidade concreta, trabalho, práxis, historicidade, dialética, quando utilizados conjuntamente, propiciam um avanço no potencial de análise e tematização nas pesquisas sobre o campo brasileiro, os agroecossistemas, relações de gênero, relação campo e cidade, assim como podem subsidiar a nossa compreensão quando permitem o reconhecimento da importância dos movimentos sociais para o avanço e fortalecimento da agroecologia. Diante do caráter multidimensional que a agroecologia necessariamente representa na teoria e na prática, a apropriação produtiva do pensamento de Kosik certamente poderá constituir um valioso referencial.<br /><br />elocation-id: e2230102<br />Recebido: 30.09.2021 <strong> • </strong>Aceito: 28.01.2022 <strong> • </strong>Publicado: 21.02.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-02-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Renata Gadelha, Rosalvo Schütz https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_03 Territorializações agroecológicas: saberes, práticas e políticas de natureza em comunidades rurais tradicionais do Paraná 2021-07-15T16:18:21-03:00 Nicolas Floriani nicolas@uepg.br Dimas Floriani floriani@ufpr.br Adnilson de Almeida Silva adnilson@unir.br Antonio Marcio Haliski antonio.haliski@ifpr.edu.br <p>Este texto tem como objetivo discutir alguns resultados de pesquisa acerca da formação de redes e sujeitos agroecológicos em comunidades rurais tradicionais da Região do Centro-Sul e dos Campos Gerais paranaenses. Parte-se da discussão da Agroecologia (AE) como campo de produção social de saberes e de práticas, pelo qual se evidenciam estratégias de cooperação, de disputas e tensões entre diversos atores em escalas local, regional e nacional. Abordam-se, para tanto, três dimensões mobilizadoras de recursos e de capacidades potencializadoras de uma relativa autonomia socioambiental, as quais teoricamente poderiam ser impulsionadas por projetos agroecológicos: dimensão organizacional, dimensão epistemológica e dimensão tecnológica. Evidencia-se, portanto, a diversidade de estratégias sociais de apropriação, produção e legitimação de discursos e práticas agroecológicas que desvelam estratégias de territorialização de múltiplas racionalidades, sejam elas de organizações sociais locais, de universidades, de sindicatos e cooperativas, de poder público municipal, estadual e nacional.Destaca-se, do conjunto de imaginações agroecológicas em disputa, aquela que se aproxima de uma ética da campesinidade e dos saberes tradicionais, muitas vezes divergentes em alguns aspectos das concepções hegemônicas científicas e institucionais oficiais, no que tange à autonomia das três dimensões anteriormente mencionadas. Nesses termos, questiona-se em que medida uma ou mais práticas e imaginários de agroecologia – quando apropriados (adaptados e hibridizados) por coletividades rurais locais – podem figurar como dispositivos mobilizadores de capitais sociais e ecológicos para a produção de subjetividades e autonomias assentes em uma ética da campesinidade.<br /><br />elocation-id: e2230103<br />Recebido: 24.08.2021 • Aceito: 04.02.2022 • Publicado: 23.02.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega / Acesso aberto</p> 2022-02-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Nicolas Floriani, Dimas Floriani, Adnilson de Almeida Silva, Antonio Marcio Haliski https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_04 A Agricultura Natural de Mokiti Okada: uma experimentação moral e política como fonte de inovação de ordem ecológica 2021-09-09T17:36:23-03:00 Julien Blanc jblanc@mnhn.fr Paulo Eduardo Moruzzi Marques pmarques@usp.br <p>Este artigo veicula uma análise das trajetórias de desenvolvimento da Agricultura Natural no Brasil. Esta última é apoiada por diferentes organizações ligadas à Igreja Messiânica Mundial do Brasil, que consideram seu desenvolvimento como necessário para o advento do “Paraíso na Terra”, ou seja um mundo “sem doença, sem pobreza e sem conflito”, tal como projetado por Mokiti Okada, fundador deste movimento filosófico religioso nos anos 1930, no Japão. Seguindo os passos da filósofa Emilie Hache, este caso é abordado como uma potencial resposta prática à crise ecológica contemporânea, concebida como sendo simultaneamente de origem moral, política e epistemológica. O artigo destaca as trajetórias evolutivas muito diferentes dos dois principais sistemas de atividade agrícola desenvolvidos pelo movimento (horticultura e avicultura). Com efeito, ambos conhecem o mesmo conjunto de tensões, entre identidade do movimento e exigências religiosas, por um lado, e imperativos de desempenho técnico e financeiro, por outro. Essas tensões são resolvidas de formas muito diferentes em virtude das especificidades da horticultura e da avicultura no seio da Agricultura Natural. A análise permite assim sublinhar as contribuições e os limites desta dinâmica, mas também seu alcance muito além de suas próprias fronteiras, revelando o interesse que uma experimentação moral e política de natureza ecológica deste tipo representa para abordar as questões de desenvolvimento sustentável.<br /><br />elocation-id: e2230104<br />Recebido: 13.08.2021 • Aceito: 08.02.2022 • Publicado: 23.02.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega / Acesso aberto</p> 2022-02-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Julien Blanc, Paulo Eduardo Moruzzi Marques https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_05 Jornada de Agroecologia: estratégias e disputas na construção de um projeto ecológico para a agricultura no estado do Paraná 2021-12-08T16:55:45-03:00 Kauê Pessoa kaue.zero@gmail.com Alfio Brandenburg alfiob@hotmail.com.br <p>Recorrendo ao pensamento decolonial e à ecologia política, apresentamos e analisamos, no presente trabalho, as principais estratégias promovidas desde a Jornada de Agroecologia, as quais têm estimulado e orientado a construção de um projeto ecológico para a agricultura (ou um projeto agroecológico) no estado do Paraná. Ademais, buscamos destacar as principais disputas que ocorreram nesse período entre os(as) protagonistas de projetos opostos para a agricultura. O que denominamos como projeto agroecológico surgiu em 2001, em oposição e como alternativa ao projeto do agronegócio, e foi elaborado e promovido por um coletivo de atores plurais, sob o protagonismo do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, comprometidos com a agroecologia e com o campesinato no estado do Paraná. Consolidou-se rapidamente no país como um projeto político-social e ambiental orientado pela proposta agroecológica, cuja maior expressão é a chamada Jornada de Agroecologia. Podemos destacá-la como um espaço de formação político-pedagógico que procura recuperar, elaborar e promover conhecimentos e práticas político-sociais, econômicas, culturais e ambientais entre os atores sociais presentes, buscando valorizar e promover a agroecologia e o campesinato, assim como colocar em questionamento e denunciar o projeto do agronegócio. O texto revela as principais estratégias e disputas com setores do agronegócio que ocorreram em diferentes regiões do estado do Paraná.<br /><br />elocation-id: e2230105<br />Recebido: 01.07.2021 • Aceito: 18.02.2022 • Publicado: 04.03.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega / Acesso aberto</p> 2022-03-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Kauê Pessoa, Alfio Brandenburg https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-esa30-1_06 Quando as regras da morada geraram revolta: uma reinterpretação da emergência das Ligas Camponesas (1955-1964) 2021-06-18T13:47:06-03:00 Eduardo Guandalini Genaro edugenaro@gmail.com Ramonildes Alves Gomes rnildes@hotmail.com <p>Este artigo problematiza a mudança na relação entre moradores e grandes proprietários, observando que os valores da<em> morada</em> são ressignificados pelos moradores no processo de mobilização das Ligas Camponesas na Paraíba nas décadas de 1950 e 1960, de maneira a constituir traços de continuidade e descontinuidade entre os símbolos, o repertório do movimento e a moralidade desses agentes. O artigo analisa este processo a partir da relação entre moralidade e revolta, com destaque para a questão de como os foreiros, que eram os agentes que mais partilhavam as regras morais da <em>morada</em>, foram os que mais se mobilizaram nas Ligas. A pesquisa se utilizou da análise hermenêutica sobre as narrativas dos participantes do movimento, obtidas a partir de relatos orais registrados por outros pesquisadores.<br /><br />elocation-id: e2230106<br />Recebido: 13.10.2021 <strong> • </strong>Aceito: 03.03.2022 <strong> • </strong>Publicado: 30.03.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Eduardo Guandalini Genaro, Ramonildes Alves Gomes https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_07 Comunidades quilombolas no Rio Grande do Sul, pandemia e necropolíticas 2021-10-15T17:50:32-03:00 Mégui Fernanda Del Ré megui_delre@yahoo.com.br Vanessa Flores dos Santos vaneflorsantos@gmail.com Eleandra Raquel da Silva Koch eleandraraquel@gmail.com <p>Este artigo tem por objetivo mapear os principais conflitos envolvidos no acesso aos direitos de proteção social da população quilombola durante a crise sanitária causada pela propagação do contágio pela Covid-19, no estado do Rio Grande do Sul – RS, a partir do acompanhamento de três comunidades. Para tanto, recorremos à pesquisa bibliográfica e a diretrizes governamentais, relativas a leis e programas sociais voltados a esta população e desenvolvidos no período. Apresentamos trechos de entrevistas, realizadas em sistema de videoconferência ou de troca de mensagens por aplicativo, com lideranças de territórios localizados em duas regiões do estado. Além destas declarações, congregamos informações, coletadas nas plataformas de pesquisa, sobre dados epidemiológicos para a população quilombola no Brasil e no RS e sobre a mobilização coletiva dos movimentos negros e quilombolas pela vacinação. Concluímos, a partir do observado, que as dimensões sociais mais afetadas pela crise sanitária são as da segurança alimentar, de atendimentos em saúde, postos de trabalho e demandas jurídicas e administrativas das comunidades. Estas dimensões foram consideradas a partir de sua conexão com o histórico de desmonte de políticas públicas e de sistemáticas violações de direitos quilombolas, refletidos com base em estudos sobre saúde da população negra e dos conceitos de necropolítica e estado de exceção.<br /><br />elocation-id: e2230107<br />Recebido: 29.11.2021 <strong> • </strong>Aceito: 30.03.2022 <strong> • </strong>Publicado: 07.04.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-04-07T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Mégui Fernanda Del Ré, Vanessa Flores dos Santos, Eleandra Raquel da Silva Koch https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-1_r1 As interfaces entre migração e desenvolvimento: um estudo do caso de Lucas do Rio Verde/MT 2022-05-05T15:41:54-03:00 Cristiano Desconsi cristiano.desconsi@ufsc.br <p>Resenha do livro <em>A trama do drama</em>: migração e processos de desenvolvimento na fronteira amazônica, de Betty Nogueira Rocha.<br /><br />elocation-id: e2230108<br />Recebido: 18.04.2022 <strong> • </strong>Aceito: 06.05.2022 <strong> • </strong>Publicado: 16.05.2022<br />Resenha<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-05-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Cristiano Desconsi https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/1933 Pareceristas v. 30, n. 1 2022-02-18T14:55:10-03:00 <p>Por conta da publicação contínua, a lista de pareceristas que colaboraram na avaliação dos artigos será publicada somente no fechamento de cada número (n. 1 no final de junho e n. 2 no final de dezembro).</p> 2022-02-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Delcio Junior