https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/issue/feed Estudos Sociedade e Agricultura 2022-08-29T17:54:37-03:00 Maria José Carneiro estudoscpda@gmail.com Open Journal Systems <p style="text-align: justify;"><strong>ISSN @ 2526-7752</strong><br />Estudos Sociedade e Agricultura é uma publicação do <a href="http://institucional.ufrrj.br/portalcpda/" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade</a> da <a href="http://portal.ufrrj.br/" target="_blank" rel="noopener">Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro</a> (CPDA/UFRRJ) dedicada ao estudo do mundo rural com a missão de divulgar pesquisas e reflexões sobre este tema e suas transformações sob a ótica das Ciências Sociais e promover o intercâmbio de conhecimento científico e acadêmico nacional e internacional.</p> https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-2_01 Terra, Estado e movimentos: declínio da reforma agrária a partir de uma etnografia na Amazônia Oriental 2022-06-13T13:17:59-03:00 Igor Rolemberg rolemberg.igor@gmail.com <p>A partir de uma cena que materializa a relação de cooperação e conflito que <em>movimentos</em> e ‘Estado’ mantiveram durante décadas para a implementação da reforma agrária, o artigo investiga como esta entrou em declínio no sul e sudeste paraense. Para isso, retoma as classificações locais dos períodos da luta pela terra feitas pelos atores da mobilização, descrevendo especialmente o que alguns chamam de <em>fragilização.</em> O desmonte das políticas e das agências estatais responsáveis pela questão agrária, intensificado desde 2016, provocou um rompimento nessa relação. Com isso, as demandas dos <em>movimentos</em> se tornaram menos audíveis. A etnografia aponta, no entanto, que o declínio da reforma agrária passa não só pela impermeabilidade do ‘Estado’, mas, dada a queda contínua do número de ocupações, pelas dificuldades dos próprios <em>movimentos</em> em comporem coletivos que vocalizem reivindicações. Isso exige levar em consideração os impedimentos colocados pelo cotidiano atual de incerteza e sofrimento em muitas ocupações.</p> <p>elocation-id: e2230201<br />Recebido: 17.fev.2022 <strong> • </strong>Aceito: 20.jun.2022 <strong> • </strong>Publicado: 7.jul.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-07-07T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Igor Rolemberg https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-2_02 Da reprodução social da unidade familiar camponesa: um estudo de caso no vale do Tocantins 2022-04-12T16:34:02-03:00 Dernival Venâncio Ramos Júnior dernivaljunior@gmail.com Harley Silva harley74@gmail.com <p>Este artigo discute os resultados de pesquisa empírica sobre uma unidade familiar camponesa localizada no norte do estado do Tocantins. O trabalho situa essa unidade familiar no contexto das regiões de expansão da produção de soja em monocultura, além de enfatizar de que maneira a reprodução social do grupo decorre de sua capacidade de mobilizar os recursos naturais renováveis disponíveis na área, bem como dos resultados do trabalho do grupo familiar. O grupo familiar constrói relações econômicas diversas, ligadas às trocas de mercado, assim como a outras formas de integração econômica fundadas em relações de domesticidade e reciprocidade (POLANYI, 2012). O texto destaca a capacidade que o grupo tem de fazer uso de técnicas de produção e reprodução simultaneamente singelas e sofisticadas, como o cultivo de quintais produtivos com notável biodiversidade, as quais, em conjunto, asseguram a sua permanência mesmo diante das condições de dificuldade.<br /><br />elocation-id: e2230202<br />Recebido: 7.dez.2021 <strong> • </strong>Aceito: 19.jul.2022 <strong> • </strong>Publicado: 4.ago.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-08-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Dernival Venâncio Ramos Júnior , Harley Silva https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa30-2_03 Aqui todo mundo é parente: memória, família e distinção em comunidades camponesas no Norte de Minas Gerais 2022-08-29T17:54:37-03:00 Roberta Novaes robertab.novaes@gmail.com <p>Este texto tem como objetivo refletir sobre as marcações distintivas entre famílias em comunidades camponesas no semiárido do Norte de Minas Gerais. Para tanto, são analisadas as histórias de fundação das comunidades contadas pelos descendentes dos fundadores e das fundadoras e por outros moradores. Essas histórias de fundação acionam as memórias das genealogias das famílias. A partir das histórias de fundação das comunidades e da rememoração da descendência, distingue-se diferentes povos, gentes, nação, embora, em uma primeira aproximação, se diga que todo mundo é parente ou que é tudo uma família só. O coração da pesquisa empírica foi um punhado de pequenas comunidades camponesas situadas no Vale do Peruaçu, no Norte de Minas Gerais, em especial no município de Januária. O material empírico foi produzido entre os anos 2013 e 2015. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa parcialmente apresentada neste texto consistiu em uma etnografia. Indica-se que as memórias narradas apresentam demarcações entre as gentes do lugar e nos contam sobre a heterogeneidade das condições de reprodução social dessas famílias. No ato de contar são feitas atualizações de um conjunto de elementos que invocam proximidade e distanciamento.<br /><br />elocation-id: e2230203<br />Recebido: 18.abr.2022 <strong> • </strong>Aceito: 31.ago.2022 <strong> • </strong>Publicado: 6.set.2022<br />Artigo original / Revisão por pares cega<strong> /</strong> Acesso aberto</p> 2022-09-06T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Roberta Novaes