Estudos Sociedade e Agricultura https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa <p style="text-align: justify;"><strong>ISSN digital 2526-7752 | ISSN-L 1413-0580</strong><br />Estudos Sociedade e Agricultura é uma publicação quadrimestral do <a href="http://institucional.ufrrj.br/portalcpda/" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade</a> da <a href="http://portal.ufrrj.br/" target="_blank" rel="noopener">Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro</a> (CPDA/UFRRJ) dedicada ao estudo do mundo rural com a missão de divulgar pesquisas e reflexões sobre este tema e suas transformações sob a ótica das Ciências Sociais e da interdisciplinaridade e promover o intercâmbio de conhecimento científico e acadêmico nacional e internacional.</p> pt-BR <p><a name="licenca"></a>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:<br><br>a) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt" target="_blank" rel="noopener">Licença Creative Commons Attribution</a><a name="licenca"></a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.<br><br>b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_blank" rel="noopener">O Efeito do Acesso Livre</a>).</p> estudoscpda@gmail.com (Raimundo Santos) estudoscpda@gmail.com (Delcio Junior) Qui, 01 Out 2020 00:00:00 -0300 OJS 3.2.1.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Contribuíram nesta edição (28.3) https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_pareceristas <p>Lista dos pareceristas que contribuiram avaliando artigos durante o período de elaboração desta edição da revista Estudos Sociedade e Agricultura (v. 28, n. 3, outubro de 2020 a janeiro de 2021).<br /><br />- Alexandra Martins Silva – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Ana Lúcia da Costa Silveira – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Seropédica, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Ana Paula Schervinski Villwock – Universidade Federal de Sergipe (UFS), São Cristóvão, Sergipe, Brasil<br />- Andréa Cristina Martins Pereira – Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, Minas Gerais, Brasil<br />- Ângelo Magalhães Silva – Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil<br />- Antônio Fernando de Araújo Sá – Universidade Federal do Sergipe (UFS), São Cristóvão, Sergipe, Brasil<br />- Arlete Fonseca de Andrade – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), São Paulo, São Paulo, Brasil<br />- Carmen Lucia Tavares Felgueiras – Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Cicero Nilton Moreira da Silva – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte, Brasil<br />- Cidonea Machado Deponti – Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil<br />- Clóvis Dorignon – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Embrapa/SC), Florianópolis, Santa Catarina, Brasil<br />- Cristiano Desconsi – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, Santa Catarina, Brasil<br />- Delma Pessanha Neves – Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Everton Lazzaretti Picolotto – Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, Rio de Grande do Sul, Brasil<br />- Fabiane Renata Borsato – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Araraquara, São Paulo, Brasil<br />- Fabiano de Souza Gontijo – Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, Pará, Brasil<br />- Fabiano Toni – Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Distrito Federal, Brasil<br />- Flávio Sacco dos Anjos – Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil<br />- Gilmar Rocha – Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio das Ostras, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Guélmer Júnior Almeida Faria – Universidade Federal de Viçosa (UFV), Viçosa, Minas Gerais, Brasil<br />- Haruf Salmen Espíndola – Universidade Vale do Rio Doce (Univale), Governador Valadares, Minas Gerais, Brasil<br />- Izabel Missagia de Mattos – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Seropédica, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Jairo Bezerra Silva – Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campina Grande, Paraíba, Brasil<br />- Jean Pierre Passos Medaets – Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Distrito Federal, Brasil<br />- João Paulo Macedo – Universidade Federal do Piauí (UFPI), Teresina, Piauí, Brasil<br />- Julia Silvia Guivant – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, Santa Catarina, Brasil<br />- Juliete Miranda Alves – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Belém, Pará, Brasil<br />- Júlio Cezar Bastoni da Silva – Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, Ceará, Brasil<br />- Larissa da Silva Ferreira Alves – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte, Brasil<br />- Lorena Cândido Fleury – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil<br />- Luiz Felipe Rocha Benites – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Seropédica, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Luiz Gonzaga Marchezan – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Araraquara, São Paulo, Brasil<br />- Maciel Cover – Universidade Federal do Tocantins (UFTO), Palmas, Tocantins, Brasil<br />- Marcelino de Souza – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil<br />- Márcio de Matos Caniello – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campina Grande, Paraíba, Brasil<br />- Maria Celia de Moraes Leonel – Universidade Estadual Paulista (Unesp), Araraquara, São Paulo, Brasil<br />- Maria Inês Gasparetto Higuchi – Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus, Amazonas, Brasil<br />- Mariana Vieira Galuch – Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus, Amazonas, Brasil<br />- Marilda Menezes – Universidade Federal do ABC (UFABC), Santo André, São Paulo, Brasil<br />- Mário Lúcio de Avila – Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Distrito Federal, Brasil<br />- Mylene Nogueira Teixeira – Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) – Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Nelson Delgado – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Patricia Eveline dos Santos Roncato – Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Santana do - Livramento, Rio Grande do Sul, Brasil<br />- Ramonildes Alves Gomes – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campina Grande, Paraíba, Brasil<br />- Renato Sérgio Maluf – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Roberto de Sousa Miranda – Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape), Guaranhuns, Pernambuco, Brasil<br />- Rosani Marisa Spanevello – Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Palmeira das Missões, Rio de Grande do Sul, Brasil<br />- Rozane Marcia Triches – Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Chapecó, Santa Catarina, Brasil<br />- Silvio Cezar Arend – Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil<br />- Tania Mara Antonietti Lopes – Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, São Paulo, Brasil<br />- Thiago Araújo Santos – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, Brasil<br />- William Héctor Gómez Soto – Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil<br />- Wilma Martins de Mendonça – Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, Paraíba, Brasil</p> Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_pareceristas Qui, 01 Out 2020 00:00:00 -0300 Introdução à seção temática: Literatura e Mundo Rural https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_01_introducao <p><em>Introdução à seção temática</em>: Literatura e Mundo Rural.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: seção temática; literatura; mundo rural; ciências sociais.<br /><strong><br /><br />Como citar<br /></strong>SANTOS, Raimundo; SEGATTO, José Antonio. Introdução à seção temática: Literatura e Mundo Rural. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 502-507, out. 2020. DOI: <a href="https://www.doi.org/10.36920/esa-v28n3-1">https://www.doi.org/10.36920/esa-v28n3-1</a>.<br /><br />Recebido em 8 de setembro de 2020. Aceito em 14 de setembro de 2020.</p> Raimundo Santos, José Antonio Segatto Copyright (c) 2020 Raimundo Santos, José Antonio Segatto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_01_introducao Qui, 01 Out 2020 00:00:00 -0300 Interpretando Antares – um laboratório das relações político-sociais à brasileira https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_02_interpretando <p><em>Incidente em Antares</em>, livro de Érico Veríssimo, divide-se em duas partes. A primeira, <em>Antares</em>, refere-se ao processo histórico de formação das relações político-sociais neste imaginário município do interior gaúcho. Já na parte do<em> Incidente</em> o autor remexe no submundo da vida privada brasileira. Em ambas, porém, adentra-se nos meandros tanto de um aparato público-institucional extremamente corrompido e decomposto como no interior daquela que seria a primeira instituição nacional, a família. Partindo da ideia de que, pensada historicamente, Antares pode ser lida como um laboratório social das relações político-sociais à brasileira, o artigo toma como objeto a primeira parte do livro para, através dos eventos e fatos apresentados, estabelecer um diálogo reflexivo com outros intérpretes do pensamento social brasileiro. Para tanto, visando preservar a coerência e ambiência históricas que inspiraram seu idealizador, a quase totalidade dos autores aqui selecionados ou escreveram antes da publicação do livro de Veríssimo, ou são seus contemporâneos.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: interpretações de Brasil; pensamento social brasileiro; Incidente em Antares; mandonismo; coronelismo.<br /><br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>GERHARDT, Cleyton. Interpretando Antares – um laboratório das relações político-sociais à brasileira. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 508-549, out. 2020. DOI: <a href="https://www.doi.org/10.36920/esa-v28n3-2">https://www.doi.org/10.36920/esa-v28n3-2</a>.<br /><br />Recebido em 18 de julho de 2020. Aceito em 31 de agosto de 2020.</p> Cleyton Gerhardt Copyright (c) 2020 Cleyton Gerhardt https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_02_interpretando Qui, 01 Out 2020 00:00:00 -0300 Graciliano Ramos (1892-1953): breve abordagem sobre interpretações https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_03_graciliano <p>Intentamos, neste artigo, revisitar Graciliano Ramos (1892-1953), observando duas questões postas por Ieda Lebensztayn em <em>Graciliano Ramos e a Novidade</em>. <em>O astrônomo do inferno e os meninos impossíveis</em> (<a href="#ref_LEBEN">2010</a>) e João Paulo Lima e Silva Filho em <em>Graciliano Ramos</em>: Estudos de sociologias implícitas (1925-1953) (<a href="#ref_SILVFIL2010">2010</a>). Será sobre a conexão contexto histórico, contexto histórico-literário, literatura e realidade social, literatura e sociedade, literatura e documento, literatura e ciências sociais, no sentido das possibilidades interpretativas da relação história/ciências sociais/literatura, tomando Graciliano Ramos como referência, que nos debruçaremos neste artigo.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: Graciliano Ramos; Literatura; História; Ciências Sociais.<br /><br /><strong><br />Como citar<br /></strong>LIMA, Eli Napoleão de. Graciliano Ramos (1892-1953): breve abordagem sobre interpretações. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 550-570, out. 2020. DOI: <a href="https://www.doi.org/10.36920/esa-v28n3-3">https://www.doi.org/10.36920/esa-v28n3-3</a>.<br /><br />Recebido em 27 de julho de 2020. Aceito em 31 de agosto de 2020.</p> Eli Napoleão de Lima Copyright (c) 2020 Eli Napoleão de Lima https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_03_graciliano Qui, 01 Out 2020 00:00:00 -0300 Entre a denúncia e o fatalismo: natureza, sociedade e sertanejos-retirantes na literatura que evoca o Nordeste das secas https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_04_entre <p>Há consenso de que, no Brasil, a literatura é uma das primeiras áreas a assimilar contribuições sociológicas europeias do final do século XIX, e sob influência do darwinismo social e de teorias deterministas tematizar a raça e o meio. O movimento conhecido como literatura regionalista foi profundamente influenciado por esses temas. Neste artigo, o objetivo é desenvolver reflexão sobre obras desse movimento literário, cujos autores se dedicaram ao tema da seca na região Nordeste do Brasil, apontando algumas de suas repercussões na constituição de uma suposta identidade nordestina. O artigo consta de duas partes. A primeira trata do Nordeste como região construída e da emersão da seca como calamidade social. Na segunda, discutimos sobre a seca nos romances regionalistas, destacando elementos discursivos que expressam relações sociais em cidades nordestinas “receptoras” de populações rurais em tempos de seca. Concluímos que as obras têm uma função denunciatória, mas deixam quase ausentes as reações de sujeitos políticos. Desse modo, ainda contribuem na reprodução de velhas imagens, como símbolos, que também impelem à estigmatização da identidade e ações políticas muito mais de permanência que de mudanças.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: literatura regionalista; Nordeste; imagens da seca.<br /><br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>COSTA, Liduina Farias Almeida da. Entre a denúncia e o fatalismo: natureza, sociedade e <em>sertanejos-retirantes</em> na literatura que evoca o <em>Nordeste das secas</em>. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 571-593, out. 2020. DOI: <a href="https://www.doi.org/10.36920/esa-v28n3-4">https://www.doi.org/10.36920/esa-v28n3-4</a>.<br /><br />Recebido em 1 de agosto de 2020. Aceito em 28 de agosto de 2020.</p> Liduina Farias Almeida da Costa Copyright (c) 2020 Liduina Farias Almeida da Costa https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_04_entre Qui, 01 Out 2020 00:00:00 -0300 Cornélio Pires e o mundo caipira relido e encenado por Soffredini https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_05_cornelio <p>O artigo aborda a relação entre dois autores de tempos distintos que pensaram o mundo rural brasileiro: Cornélio Pires (1884-1954) e Carlos Alberto Soffredini (1939-2001). Para isso, analisa tanto a importância da figura de Cornélio Pires na difusão sobre o mundo rural na virada do século quanto algumas de suas criações no campo da música caipira e da literatura. Pires é um dos autores de referência ao trabalho de Soffredini, que revisita sua obra no espetáculo <em>A estrambótica aventura da música caipira</em>, de 1990 – analisado no intuito de compreender a representação de caipira produzida nessa peça, a releitura feita do trabalho de Pires e alguns impactos das escolhas dessa encenação no contexto do final do século XX no Brasil.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: Cornélio Pires; Carlos Alberto Soffredini; cultura caipira; literatura brasileira; cultura popular.<br /><br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>BALISTA, Lígia Rodrigues. Cornélio Pires e o mundo caipira relido e encenado por Soffredini. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 594-623, out. 2020. DOI: <a href="https://www.doi.org/10.36920/esa-v28n3-5">https://www.doi.org/10.36920/esa-v28n3-5</a>.<br /><br />Recebido em 2 de agosto de 2020. Aceito em 3 de setembro de 2020.</p> Lígia Rodrigues Balista Copyright (c) 2020 Lígia Rodrigues Balista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_05_cornelio Qui, 01 Out 2020 00:00:00 -0300 Os (re)significados do sertão em ‘Outros Cantos’ de Maria Valéria Rezende https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_06_resignificados <p>Partindo de uma discussão sobre as origens do regionalismo na historiografia literária brasileira (CANDIDO, 1975, 2000, 2014), este estudo analisa a representação do espaço rural do sertão no romance <em>Outros Cantos</em>, da escritora Maria Valéria Rezende (2016). Sob a perspectiva antropológica de Darcy Ribeiro (2006) e das contribuições de Moreira (2016), discute-se os conflitos sociais oriundos de relações assimétricas de poder envolvendo as categorias hierárquicas de classe, a fim de compreender os novos contornos que delineiam o sertão nordestino no mundo globalizado e como esse espaço aparece ressignificado na literatura brasileira contemporânea (SANTINI, 2009, 2011, 2012, 2014).<br /><strong>Palavras-chave</strong>: literatura brasileira contemporânea; Maria Valéria Rezende; sertão.<br /><br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>SANT'ANA, Renata Cristina. Os (re)significados do sertão em ‘Outros Cantos’ de Maria Valéria Rezende. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 624-643, out. 2020. DOI: <a href="https://doi.org/10.36920/esa-v28n3-6">https://doi.org/10.36920/esa-v28n3-6</a>.<br /><br />Recebido em 2 de agosto de 2020. Aceito em 28 de agosto de 2020.</p> Renata Cristina Sant' Ana Copyright (c) 2020 Renata Cristina Sant' Ana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_06_resignificados Qui, 01 Out 2020 00:00:00 -0300 Políticas públicas de saúde do homem do campo no semiárido nordestino https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_07_saude <p>O estudo buscou desvelar os fatores impeditivos à realização do exame de toque, analisando e discutindo aspectos como identidade, subjetividade e gênero, na perspectiva de compreender como se dava o mecanismo de interdição ou comprometimento da Política de Atenção Integral à saúde do homem. Objetivou analisar a natureza complexa e conflitiva do exame de toque e suas implicações para os estudos de gênero. A metodologia de natureza qualitativa e com um viés interpretativo foi apoiada na abordagem fenomenológica, cujo percurso versou pela: análise e interpretação teórica de estudos e documentos relacionados ao objeto de estudos; elaboração e aplicação de roteiro de entrevistas (foram gravadas, transcritas e analisadas) com 31 voluntários – todos homens, maiores de 45 anos e moradores da comunidade rural de Alexandria – RN, nos sítios Maniçoba e Cacimba de Cima; interpretação dos resultados e considerações. Os resultados evidenciaram que os homens procuravam os postos de saúde com pouca frequência, justificando a ausência de necessidade. Contrariamente, notaram-se posturas e afirmações de masculinidade/virilidade que sobrepunham qualquer demanda no campo da saúde, sobretudo quando versavam sobre doenças graves, como o câncer de próstata. Percebeu-se que a subjetividade do exame, onde o corpo do homem é tocado, parece ser mais significativa que o cuidado de si. Evidenciou-se nas comunidades rurais estudadas, a necessidade de criação e fortalecimento de quadros profissionais para atuarem no combate ao preconceito e na elaboração de sólido planejamento no campo da saúde do homem.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: identidade; subjetividade; políticas públicas de saúde; semiárido.<br /><br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>OLIVEIRA, André Luiz Abrantes; SOUZA, Bertulino José de. Políticas públicas de saúde do homem do campo no semiárido nordestino. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 644-675, out. 2020. DOI: <a href="https://doi.org/10.36920/esa-v28n3-7">https://doi.org/10.36920/esa-v28n3-7</a>.<br /><br />Recebido em 25 de maio de 2020. Aceito em 31 de agosto de 2020.</p> André Luiz Abrantes Oliveira, Bertulino José de Souza Copyright (c) 2020 André Luiz Abrantes Oliveira, Bertulino José de Souza https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_07_saude Qui, 01 Out 2020 00:00:00 -0300 Antagonismo e reciprocidade na (re)afirmação identitária dos geraizeiros: luta por território e água no norte de Minas Gerais https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_08_antagonismo <p>Este artigo, elaborado com base em pesquisa de campo realizada entre 2015 e 2017, tem como foco o estudo de conflitos socioambientais e territoriais, vivenciados por três comunidades geraizeiras do norte do estado de Minas Gerais. O texto parte da premissa de que a resistência e as lutas pela retomada territorial dos geraizeiros, iniciada por volta dos anos 2000, teve como estopim o agravamento da escassez hídrica. A tomada de consciência de que a diminuição da água, em suas fontes naturais, foi ocasionada pela presença dos extensos monocultivos de eucalipto nas chapadas e outras formas de degradações ambientais, levou às comunidades a se reorganizar e reafirmar sua identidade na luta por direitos. A construção identitária geraizeira é reafirmada no conflito, manifestado explicitamente a partir de antagonismos com grupos que usurparam seus territórios tradicionais. A forte coesão coletiva – mantenedora e intensificadora dos laços de reciprocidade, observada entre os comunitários na busca pela restauração hídrica e conservação da biodiversidade do Cerrado – tem levado ao entendimento de que a luta pela água passa a fazer parte desse constructo identitário.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: comunidades geraizeiras; identidade; territórios tradicionais; água.<br /><br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>SOUZA, Jonielson Ribeiro de; SAUER, Sérgio. Antagonismo e reciprocidade na (re)afirmação identitária dos geraizeiros: luta por território e água no norte de Minas Gerais. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 676-699, out. 2020. DOI: <a href="https://doi.org/10.36920/esa-v28n3-8">https://doi.org/10.36920/esa-v28n3-8</a>.<br /><br />Recebido em 5 de junho de 2020. Aceito em 21 de agosto de 2020.</p> Jonielson Ribeiro de Souza, Sérgio Sauer Copyright (c) 2020 Jonielson Ribeiro de Souza, Sérgio Sauer https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_08_antagonismo Qui, 01 Out 2020 00:00:00 -0300 A seca no cotidiano: agricultura familiar e estiagem em comunidades rurais do gerais de Januária, MG https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_09_seca <p>O Semiárido de Minas Gerais conviveu com forte seca entre 2011 e 2018. Nessa área de mananciais já degradados, precipitações escassas e concentradas contribuíram para reduzir a água para uso doméstico e produtivo. Tomando a grande seca como cenário, este artigo busca compreender a dinâmica cotidiana de abastecimento das famílias rurais e analisar os arranjos feitos para assegurar provisão de água em duas comunidades de agricultores familiares do gerais, os vastos chapadões do Alto-Médio rio São Francisco. Investigou o tema usando técnicas de pesquisa social (entrevistas e grupos focais) e ambiental (dimensionamento de oferta e consumo de água) durante as estações de estiagem e de chuvas ao longo de um ano. Este artigo revela que, nessa “quadra de seca”, a existência de programas públicos para provimento de água e renda assegurou abastecimento suficiente para a população rural. No entanto, os agricultores precisaram introduzir ajustes e inovações na gestão da água, no consumo e, principalmente, na agricultura, para conservar, mesmo que em novas bases, os sistemas de produção e a organização comunitária.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: agricultura familiar; Semiárido; águas; estiagem; Minas Gerais.<br /><br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>CRUZ, Gildarly Costa da; RIBEIRO, Eduardo Magalhães; ARAÚJO, Vanessa Marzano; ASSIS, Thiago Rodrigo de Paula. A seca no cotidiano: agricultura familiar e estiagem em comunidades rurais do gerais de Januária, MG. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 700-720, out. 2020. DOI: <a href="https://doi.org/10.36920/esa-v28n3-9">https://doi.org/10.36920/esa-v28n3-9</a>.<br /><br />Recebido em 28 de maio de 2020. Aceito em 21 de agosto de 2020.</p> Gildarly Costa da Cruz, Eduardo Magalhães Ribeiro, Vanessa Marzano Araújo, Thiago Rodrigo de Paula Assis Copyright (c) 2020 Gildarly Costa da Cruz, Eduardo Magalhães Ribeiro, Vanessa Marzano Araújo, Thiago Rodrigo de Paula Assis https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_09_seca Qui, 01 Out 2020 00:00:00 -0300 Mulheres na dendeicultura paraense: possibilidade de autonomia https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_10_mulheres <p>A relação entre iniciativa econômica e conquista de autonomia pelas mulheres é consensual na literatura. Considerando essa constatação, o objetivo do artigo é analisar a relação entre iniciativa econômica e conquista de autonomia por mulheres titulares de contratos de integração para a produção de dendê no Nordeste Paraense, maior região produtora de dendê do Brasil. A pesquisa foi realizada como um estudo de caso com 30 mulheres (100% das mulheres titulares de contratos no município de São Domingos do Capim/PA) e por meio de observações e entrevistas. As principais conclusões mostram que: I) a participação de mulheres em iniciativas econômicas, por si só, não garantiu a autonomia, mas a incentiva; II) a autonomia tem relação direta entre a decisão própria para assinar o contrato e a gestão em diferentes etapas de produção no cultivo do dendê; III) a construção da autonomia ampara-se na obtenção de recursos financeiros, independência para tomar decisões, participação nas esferas públicas, acesso a diferentes informações, diálogo com técnicos da empresa dendeicultora e com representantes de instituições públicas; e IV) ter um contrato de produção representa para as mulheres uma estratégia de conquista de autonomia, embora essa autonomia nem sempre seja exercida da mesma forma.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: agricultoras; integração; Nordeste Paraense.<br /><br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>NASCIMENTO, Diocélia; MOTA, Dalva Maria da. Mulheres na dendeicultura paraense: possibilidade de autonomia. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 721-743, out. 2020. DOI: <a href="https://doi.org/10.36920/esa-v28n3-10">https://doi.org/10.36920/esa-v28n3-10</a>.<br /><br />Recebido em 11 de junho de 2020. Aceito em 28 de agosto de 2020.</p> Diocélia Nascimento, Dalva Mota Copyright (c) 2020 Diocélia Nascimento, Dalva Mota https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-3_10_mulheres Qui, 01 Out 2020 00:00:00 -0300