Estudos Sociedade e Agricultura https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa <p style="text-align: justify;"><strong>ISSN digital 2526-7752 | ISSN-L 1413-0580</strong><br />Estudos Sociedade e Agricultura é uma publicação quadrimestral do <a href="http://institucional.ufrrj.br/portalcpda/" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade</a> da <a href="http://portal.ufrrj.br/" target="_blank" rel="noopener">Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro</a> (CPDA/UFRRJ) dedicada ao estudo do mundo rural com a missão de divulgar pesquisas e reflexões sobre este tema e suas transformações sob a ótica das Ciências Sociais e da interdisciplinaridade e promover o intercâmbio de conhecimento científico e acadêmico nacional e internacional.</p> pt-BR <p><a name="licenca"></a>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:<br><br>a) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt" target="_blank" rel="noopener">Licença Creative Commons Attribution</a><a name="licenca"></a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.<br><br>b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_blank" rel="noopener">O Efeito do Acesso Livre</a>).</p> estudoscpda@gmail.com (Raimundo Santos) estudoscpda@gmail.com (Delcio Junior) Mon, 01 Jun 2020 15:08:16 -0300 OJS 3.2.1.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Contribuíram nesta edição https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_pareceristas <p>Lista dos pareceristas que contribuíram avaliando artigos durante o período de elaboração desta edição da revista Estudos Sociedade e Agricultura (v. 28, n. 2, junho a setembro de 2020).<br /><br />- Adriana Pisoni da Silva –Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Bagé, Rio Grande do Sul, Brasil<br />- Amílcar Baiardi – Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, Bahia, Brasil<br />- Andréia Tecchio – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, Santa Catarina, Brasil<br />- Carmen Andriolli – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Catia Grisa – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil<br />- Diana Anunciação dos Santos – Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, Bahia, Brasil<br />- Eliane Pinheiro de Souza 0 Universidade Regional do Cariri (URCA), Crato, Ceará, Brasil<br />- Élvis Robe Wandscheer – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Brasil<br />- Fabiano Coelho – Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil<br />- Fátima Portilho – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Gleicy Denise Moreira Santos – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil<br />- Heribert Schmitz – Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, Pará, Brasil<br />- Joacir Rufino de Aquino – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil<br />- Juliana Dalboni Evangelista – Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Distrito Federal, Brasil<br />- Layla Mayara Drebes – Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), Marabá, Pará, Brasil<br />- Luis Fernando Novoa Garzón – Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Porto Velho, Rondônia, Brasil<br />- Maria Inês Gasparetto Higuchi – Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus, Amazonas, Brasil<br />- Maria José Galeno Oliveira – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Araraquara, São Paulo, Brasil<br />- Marília Veríssimo Veronese – Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Miguel Ângelo Perondi – Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Curitiba, Paraná, Brasil<br />- Múcio Tosta Gonçalves – Universidade de São João del-Rei (UFSJ), São João del-Rei, Minas Gerais, Brasil<br />- Mylene Nogueira Teixeira – Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Campos, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Natália Belmonte Demétrio – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, São Paulo, Brasil<br />- Patricia Eveline Roncato – Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Bagé, Rio Grande do Sul, Brasil<br />- Paulo André Nierdele – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Brasil<br />- Paulo Roberto Raposo Alentejano – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Raquel Giffoni Pinto – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Roberto Donato da Silva Júnior – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, São Paulo, Brasil<br />- Rodrigo Nuñez Viégas – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil<br />- Rosemeire Aparecida Scopinho – Universidade Federal de São Carlos (UFScar), São Carlos, São Paulo, Brasil<br />- Suenia Cibele Ramos Almeida – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Brasília, DF, Brasil<br />- Valdemar João Wesz Junior – Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil<br />- Valdênio Freitas Meneses – Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau), Aracaju, Sergipe, Brasil<br />- Victor Luiz Alves Mourão – Universidade Federal de Viçosa (UFV), Viçosa, Minas Gerais, Brasil</p> Copyright (c) 2020 Delcio Junior https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_pareceristas Mon, 01 Jun 2020 00:00:00 -0300 Mudanças na estrutura fundiária do Sertão paraibano e suas implicações para a consolidação da agricultura familiar https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_01_mudancas <p>O objetivo do presente artigo é analisar as conexões entre as mudanças da estrutura fundiária do Sertão semiárido e a presença da pequena propriedade, em particular aquela vinculada à agricultura familiar. O diálogo com a produção bibliográfica sobre o Nordeste nos desafiou a problematizar as dinâmicas que levaram à fragmentação da grande propriedade na região citada. A partir de um esforço de pesquisa quali-quantitativo, realizamos um trabalho empírico na região do Sertão Paraibano, especificamente na Microrregião da Serra do Teixeira, com base em duas questões: (1) quais elementos possibilitaram a constituição da imagem do Sertão nordestino como espaço do latifúndio e da grande propriedade? (2) quais ideias fundamentaram as representações da origem da agricultura familiar no Sertão Paraibano? Nossa pretensão é, a partir de evidências empíricas ainda não problematizadas sobre o Nordeste, construir hipóteses orientadoras de interpretações sobre a constituição dos grupos sociais e dos espaços rurais do Sertão Nordestino, particularmente em referência à consolidação da agricultura familiar na espacialidade focalizada.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: estrutura fundiária; Sertão nordestino; agricultura familiar.<br /><br />Artigo recebido em 30 de agosto de 2019. Aceito em 26 de fevereiro de 2020.<br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>MAIA, Kaliane de Freitas; GOMES, Ramonildes Alves. Mudanças na estrutura fundiária do Sertão Paraibano e suas implicações para a consolidação da agricultura familiar. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 259-283, jun. 2020.</p> Kaliane de Freitas Maia, Ramonildes Alves Gomes Copyright (c) 2020 Ramonildes Alves Gomes, Kaliane de Freitas Maia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_01_mudancas Mon, 01 Jun 2020 00:00:00 -0300 Caminhos da reforma agrária no Brasil e suas implicações para a agrobiodiversidade https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_02_caminhos <p>O artigo analisa as influências das políticas de reforma e desenvolvimento agrário, bem como o papel dos movimentos sociais na manutenção da agrobiodiversidade. Desde o fim do regime militar, ocorreram avanços nas políticas públicas para agricultura familiar, que estão atualmente ameaçados. Movimentos sociais que impulsionaram as políticas no setor resistem aos retrocessos adotando atualmente uma orientação produtiva e sociopolítica embasada na agroecologia, que resgata o papel da agrobiodiversidade no fortalecimento da soberania alimentar. Este trabalho se inscreve entre os estudos de avaliação da diversidade agrícola em áreas de reforma agrária com vistas a contribuir para as análises de iniciativas agroecológicas, oferecendo elementos de reflexão para debates sobre programas e ações em torno da agrobiodiversidade em assentamentos rurais.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: agroecologia; ecologia política; sementes crioulas; soberania alimentar.<br /><br />Artigo recebido em 21 de julho de 2019. Aceito em 6 de março de 2020.<br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>MARCHETTI, Fábio; MORUZZI MARQUES, Paulo Eduardo ; SANTOS, João Dagoberto dos; SILVA, Felipe Otávio Campelo. Caminhos da reforma agrária no Brasil e suas implicações para a agrobiodiversidade. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 284-311, jun. 2020.</p> Fábio Marchetti, Paulo Eduardo Moruzzi Marques, João Dagoberto dos Santos, Felipe Otávio Campelo e Silva Copyright (c) 2020 Fábio Marchetti, Paulo Eduardo Moruzzi Marques, João Dagoberto dos Santos, Felipe Otávio Campelo e Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_02_caminhos Mon, 01 Jun 2020 00:00:00 -0300 Fortalecendo redes territoriais de agroecologia, extrativismo e produção orgânica: a instrumentação da ação pública no Programa Ecoforte https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_03_fortalecendo <p>Este artigo tem como foco as dinâmicas políticas e sociais envolvidas no processo de institucionalização do Programa Ecoforte – Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica, no âmbito da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – Pnapo. A criação desta política pública encontra-se associada a uma trajetória mais ampla de interações estabelecidas entre agentes governamentais e organizações sociais, que possibilitou que a agroecologia ampliasse seu espaço de legitimidade como um referencial de política pública. Considerando as inovações conceituais e operacionais incorporadas ao Ecoforte, especial atenção foi dedicada aos processos participativos envolvidos na instrumentação do programa, mobilizando perspectivas de análise desenvolvidas pela sociologia francesa e que questionam a neutralidade dos instrumentos de políticas públicas, chamando a atenção para os efeitos desses dispositivos no ordenamento das relações estabelecidas pelo Estado com seus públicos. Destaca-se que a incorporação pelo Ecoforte de conceitos e modos de operação desenvolvidos em um processo de diálogo com as organizações sociais permitiu ao programa uma melhor adaptação à diversidade e à multilinearidade dos processos de transição agroecológica vivenciados nos territórios. Os resultados de pesquisa aqui apresentados foram gerados através de um projeto de pesquisa-ação coordenado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), que buscou sistematizar a experiência de 25 redes de agroecologia apoiadas pelo primeiro edital do Ecoforte, incluindo, também, uma análise da trajetória política e institucional de construção da Pnapo e do Ecoforte com base em revisão de literatura, análise de documentos e realização de entrevistas com atores-chave.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: agroecologia; política pública; Programa Ecoforte.<br /><br />Artigo recebido em 9 de março de 2020. Aceito em 29 de abril de 2020.<br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>SCHMITT, Claudia Job; PORTO, Silvio Isoppo; MONTEIRO, Denis; LOPES, Helena Rodrigues. Fortalecendo redes territoriais de agroecologia, extrativismo e produção orgânica: a instrumentação da ação pública no Programa Ecoforte. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 312-338, jun. 2020.</p> Claudia Job Schmitt, Silvio Isoppo Porto, Denis Monteiro, Helena Rodrigues Lopes Copyright (c) 2020 Claudia Job Schmitt, Silvio Isoppo Porto, Denis Monteiro, Helena Rodrigues Lopes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_03_fortalecendo Mon, 01 Jun 2020 00:00:00 -0300 Inovação e transição agroecológica em Ipê e Antônio Prado/RS https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_04 <p>Neste artigo é apresentado o caso da agricultura ecológica de Ipê e Antônio Prado no Rio Grande do Sul. O objetivo é analisar o processo de mudança sociotécnica, identificando as inovações produzidas e as relações e mecanismos pelas quais estas alterações adquirem o caráter de novidade e, assim, dão forma a um processo de transição agroecológica nestes municípios. As principais referências teóricas são a Perspectiva Multinível de análise das transições (PMN) e a abordagem da ‘produção de novidades’ na agricultura. Os dados e informações apresentados foram coletados através de entrevistas semiestruturadas e de observação do participante com técnicos e agricultores ecologistas durante o período de 2012-2013, e atualizados em 2017-2018. Também foram utilizados, para a análise, documentos técnicos produzidos por agricultores e técnicos ecologistas do município. Pôde-se observar que, a partir do momento em que as famílias optaram pela agricultura sem agroquímicos, a qual é chamada localmente de agricultura ecológica, e que passaram a comercializar os produtos desta agricultura numa feira em Porto Alegre, tem início um processo de transformações encadeadas e correlacionadas em outros aspectos da produção material e do ambiente institucional no qual as famílias operam. Neste encadeamento, outras inovações emergem, tais como novas técnicas de cultivo, novos insumos produtivos, novos equipamentos, alterações na legislação de alimentos, novos produtos processados, novos espaços de comercialização, novas associações e grupos de agricultores ecologistas. Este caráter multidimensional das mudanças ocorridas permite o delineamento de uma ‘teia’ de novidades, ou de um nicho de inovação em agricultura ecológica, o qual representa o nível local do processo de transição agroecológica.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: inovação; produção de novidades; transição agroecológica.<br /><br />Artigo recebido em 11 de outubro de 2019. Aceito em 3 de março de 2020.<br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>OLIVEIRA, Daniela. Inovação e transição agroecológica em Ipê e Antônio Prado/RS. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 339-363, jun. 2020.<strong><br /></strong></p> Daniela Oliveira Copyright (c) 2020 Daniela Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_04 Mon, 01 Jun 2020 00:00:00 -0300 “Quem lamenta os estragos – se os frutos são prazeres?” O bloco de poder agro do governo Bolsonaro https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_05_quem_lamenta <p>A eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República capitaneou frações expressivas dos agronegócios para a composição de seu bloco de poder, sugerindo uma importante modificação no plano da hegemonia interna do setor. Buscamos argumentar que é a posição ocupada pela economia nacional na nova estrutura global do capital que confere ao setor um lugar permanente no bloco de poder na contemporaneidade. Ao mesmo tempo, são as condições políticas internas da luta de classes que fazem emergir as forças que dirigem os agronegócios sob determinadas circunstâncias históricas, operando a gestão político-institucional do setor desde o Estado. Nossa investigação está fundamentada na análise de conjuntura como um tipo de pesquisa interdisciplinar que visa à identificação de tendências e forças operantes na sociedade, articulada à análise histórico-crítica. Com isto, visamos indicar quais são as forças políticas deste setor que se afirmam no governo Bolsonaro, bem como sua agenda programática.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: governo Bolsonaro; agronegócios; patronato rural; nova gestão do capital no campo.<br /><br />Artigo recebido em 9 de outubro de 2019. Aceito em 21 de fevereiro de 2020.<br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>FIRMIANO, Frederico Daia. “Quem lamenta os estragos – se os frutos são prazeres?” O bloco de poder agro do governo Bolsonaro. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 364-387, jun. 2020.</p> Frederico Daia Firmiano Copyright (c) 2020 Frederico Daia Firmiano https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_05_quem_lamenta Mon, 01 Jun 2020 00:00:00 -0300 Da reforma agrária ao agronegócio: notas sobre dinâmicas territoriais na fronteira agropecuária amazônica a partir do município de Apuí (sul do Amazonas) https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_06_da_reforma <p>O artigo busca refletir sobre o processo que permitiu a formação do agronegócio no Amazonas, tomando como foco o município de Apuí. Para tal analisamos os diversos fluxos migratórios e as políticas de desenvolvimento dirigidas para o sul do Amazonas desde a década de 1980. Procurou-se demonstrar como o maior assentamento rural do país (Projeto de Assentamento Rio Juma) tornou-se uma das áreas de maior crescimento do rebanho bovino da Amazonia. Demonstramos como iniciativas do Estado produzidas para o fortalecimento da agricultura familiar e segurança territorial de pequenos agricultores foram utilizadas para o investimento nas criações de gado e regularização fundiária de grandes fazendas. Por fim analisamos como esta configuração estimulou o agronegócio, dinamizou o mercado de terras e estimulou os grandes incêndios florestais em Apuí.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: Apuí; Sul do Amazonas; incêndios florestais; agronegócio; pecuária.<br /><br />Artigo recebido em 12 de fevereiro de 2020. Aceito em 24 de abril de 2020.<br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>GALUCH, Mariana Vieira; MENEZES, Thereza Cristina Cardoso. Da reforma agrária ao agronegócio: notas sobre dinâmicas territoriais na fronteira agropecuária amazônica a partir do município de Apuí (Sul do Amazonas). <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 388-412, jun. 2020.</p> Mariana Vieira Galuch, Thereza Cristina Cardoso Menezes Copyright (c) 2020 Mariana Vieira Galuch, Thereza Cristina Cardoso Menezes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_06_da_reforma Mon, 01 Jun 2020 00:00:00 -0300 Estratégias paternas para a manutenção da sucessão geracional em propriedades rurais https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_07_estrategias <p>Este artigo tem como objetivo discutir os aspectos internos das famílias e das propriedades que motivam a sucessão, mais especificamente as estratégias lançadas pelos pais como forma de motivar os filhos a permanecerem nas propriedades e nos negócios familiares. O estudo foi realizado no município de Cruz Alta, estado do Rio Grande do Sul, através de entrevistas semiestruturadas, realizadas com 31 produtores rurais. Considerando os resultados das táticas fomentadas pelos pais, é possível constatar a existência de seis tipos: 1) estratégia relacionada à ocupação; 2) estratégias de autonomia; 3) estratégia de novos investimentos; 4) estratégia de fornecimento de estudo; 5) estratégia de ocupação urbana; e 6) estratégia de doação de bens. Os esquemas destacados anteriormente revelam que a sucessão geracional perde o caráter de acontecimento natural como era nas gerações passadas quando os filhos permaneciam na propriedade por obrigação moral, pelo amor a terra e para manter a coletividade da família e a reprodução do patrimônio ao longo das gerações. Hoje, os agricultores entrevistados demonstram que é preciso motivar a sucessão entre os filhos. Esta condição mostra que os pais estão preocupados com a manutenção dos negócios e do patrimônio e fazem um esforço para este processo acontecer ou se manter.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: bens materiais e simbólicos; manutenção dos negócios e do patrimônio; sucessão geracional.<br /><br />Artigo recebido em 30 de outubro de 2019. Aceito em 10 de abril de 2020.<br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>MOREIRA, Sandro da Luz ; SPANEVELLO, Rosani Marisa; BOSCARDIN, Mariele; LAGO, Adriano. Estratégias paternas para a manutenção da sucessão geracional em propriedades rurais. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 413-433, jun. 2020.</p> Sandro da Luz Moreira, Rosani Marisa Spanevello, Mariele Boscardin, Adriano Lago Copyright (c) 2020 Sandro da Luz Moreira, Rosani Marisa Spanevello, Mariele Boscardin, Adriano Lago https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_07_estrategias Mon, 01 Jun 2020 00:00:00 -0300 Fronteira Agrícola e a política de priorização dos municípios no combate ao desmatamento no Estado do Pará, Amazônia https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_08_fronteira <p>A expansão da Fronteira Agrícola é uma realidade na região Amazônica e no estado do Pará. As atividades agropecuárias têm se deslocado para a mesorregião Sudoeste do estado, implicando um aumento do desmatamento nos municípios embargados e ditos prioritários, de acordo com o Programa Municípios Verdes (PMV). Diante disso, a presente pesquisa visou analisar o avanço da Fronteira Agrícola diante da política do PMV, que prioriza suas ações de combate ao desmatamento nos chamados municípios embargados, diametralmente opostos ao grupo de Municípios Verdes (MVs) no estado do Pará. Verificou-se que entre os municípios controlados (Municípios Verdes) pelo PMV, o desmatamento se manteve estável e, entre os municípios prioritários, o desmatamento cresceu substancialmente no período de 2004 a 2016, mesmo diante das imposições colocadas pelo Programa. Concomitantemente, boa parte desses municípios está localizada nas áreas de expansão da fronteira, e o crescimento das atividades agrícolas e madeireiras, em termos de quantidade produzida e valores monetários obtidos, tem estimulado o deslocamento. Empreendimentos energéticos e abertura de estradas também contribuem para esse cenário. A inflexão de políticas ambientais e a efetiva gestão ambiental municipal que perpassa pelo conceito emergente de governança local são fundamentais para o controle do desmatamento no Pará.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: desmatamento; fronteira; municípios prioritários.<br /><br />Artigo recebido em 23 de setembro de 2019. Aceito em 9 de março de 2020.<br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>CASTELO, Thiago Bandeira; ADAMI, Marcos; SANTOS, Ricardo Bruno Nascimento dos. Fronteira Agrícola e a política de priorização dos municípios no combate ao desmatamento no estado do Pará, Amazônia. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 434-457, jun. 2020.</p> Thiago Bandeira Castelo, Marcos Adami, Ricardo Bruno Nascimento dos Santos Copyright (c) 2020 Thiago Bandeira Castelo, Marcos Adami, Ricardo Bruno Nascimento dos Santos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_08_fronteira Mon, 01 Jun 2020 00:00:00 -0300 Estratégias de renda de trabalhadores migrantes e a mecanização da colheita de cana-de-açúcar: um olhar desde o Sertão Paraibano https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_09_estrategias <p>A mecanização do corte de cana em usinas do estado de São Paulo se intensificou na década de 2010, resultando em queda significativa do emprego, pelo fato de uma colheitadeira substituir em média 80 cortadores de cana. Este artigo tem como objetivo analisar os impactos desse processo sobre as estratégias de emprego dos trabalhadores migrantes da região Nordeste do Brasil. Considerando que os municípios onde esses trabalhadores residem têm baixo índice de oferta de empregos, eles continuam migrando para outras localidades para trabalharem em atividades econômicas diversas, como construção civil, comércio como a venda de roupas e outras. Este artigo está fundamentado em pesquisa realizada na região do Sertão de Cajazeiras, estado da Paraíba, com famílias em que os homens migraram para trabalhos temporários no período de 2011 a 2015. A metodologia teve por base a observação etnográfica e a história oral, com entrevistas semiestruturadas e análise de dados quantitativos de fontes secundárias.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: trabalhadores migrantes; migração temporária; usinas de cana-de-açúcar; mecanização agrícola.<br /><br />Artigo recebido em 25 de novembro de 2019. Aceito em 17 de março de 2020.<br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>COVER, Maciel; MENEZES, Marilda Aparecida. Estratégias de renda de trabalhadores migrantes e a mecanização da colheita de cana-de-açúcar: um olhar desde o Sertão Paraibano. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 458-475, jun. 2020.</p> Maciel Cover, Marilda Aparecida Menezes Copyright (c) 2020 Maciel Cover, Marilda Aparecida Menezes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_09_estrategias Mon, 01 Jun 2020 00:00:00 -0300 Intervenção, pesquisa e interação dialógica entre os conhecimentos popular e acadêmico https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_10_intervencao <p>A pesquisa e a extensão nas comunidades ou territórios compõem um encontro entre duas culturas, dois sujeitos, com subjetividades muito diferentes, no modo de conceber essa relação. Essas atividades acadêmicas podem ser vistas sob a ótica da intervenção, com elementos da educação popular, para a participação dos sujeitos. Desse modo, o objetivo deste artigo é discutir a interação e os conhecimentos possibilitados pela educação popular enquanto mediadora na obtenção dos dados e na devolução dos mesmos aos sujeitos pesquisados, na perspectiva da transformação social. Tal questão teve origem na interação entre o pesquisador e diversos sujeitos pesquisados no semiárido do Norte de Minas Gerais e do Vale do Jequitinhonha. A ação de intervenção educativa da universidade pública com a sociedade gera, invariavelmente, impactos na população. Isso contribui na transformação das realidades dos sujeitos, seja na sua transformação pessoal, seja na transformação e desenvolvimento do lugar, reafirmando sua identidade e etnicidade na coexistência com a ecologia em seus territórios.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: extensão; educação para participação; conhecimento popular; desenvolvimento social.<br /><br />Artigo recebido em 17 de dezembro de 2019. Aceito em 13 março de 2020.<br /><br /><strong>Como citar<br /></strong>LOPES, Frederico Antonio Mineiro. Intervenção, pesquisa e interação dialógica entre os conhecimentos popular e acadêmico. <em>Estudos Sociedade e Agricultura</em>, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 476-496, jun. 2020.</p> Frederico Antonio Mineiro Lopes Copyright (c) 2020 Frederico Antonio Mineiro Lopes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/esa28-2_10_intervencao Mon, 01 Jun 2020 00:00:00 -0300