Uma análise interseccional das estratégias e resistências mobilizadas por mulheres negras em um assentamento de reforma agrária no sul de Minas Gerais

Autores

  • Natércia Ventura Bambirra Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Florianópolis, Santa Catarina, Brasil https://orcid.org/0000-0002-8158-3863
  • Pedro Rosas Magrini Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab) – Redenção, Bahia, Brasil https://orcid.org/0000-0002-6158-456X

DOI:

https://doi.org/10.36920/esa31-1_st05

Palavras-chave:

interseccionalidades, mulheres negras assentadas, política de assentamentos, racismo fundiário

Resumo

A política de assentamento de pessoas em curso no Brasil reproduz uma lógica histórica de marginalização que afeta sobremaneira as mulheres negras. Neste estudo de caso realizado no Assentamento Santo Dias (Guapé/MG), foram identificados nas histórias de vidas das assentadas entrevistadas, majoritariamente mulheres negras, alguns dos diversos desafios enfrentados por elas. Não obstante, também foi possível levantar algumas das estratégias e resistências que as assentadas mobilizavam em um contexto marcado por “discriminações interseccionais” com base no gênero, raça/etnia e classe. No presente artigo, o principal objetivo consistiu na análise das estratégias e resistências de mulheres negras assentadas. Para tanto, a interseccionalidade foi utilizada como ferramenta analítica e teórica, em uma perspectiva interdisciplinar. A metodologia está pautada nas epistemologias feministas e antirracistas a partir de abordagens qualitativas para estudo de caso, história de vida e observação participante. Na pesquisa ficou demonstrada a urgência da pauta por autonomia econômica, atravessada por questões de gênero e raça/etnia. Também restou evidente, a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas interseccionais construídas com e para os diferentes grupos que compõem os rurais. E a curto prazo, a promoção da garantia do acesso eficiente e célere ao Contrato de Concessão de Uso da terra (CCU), ao Crédito Instalação e as devidas medidas de estruturação de modo a tensionar a situação de vulnerabilidade das mulheres e de suas famílias.

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Biografia do Autor

Natércia Ventura Bambirra, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

Pesquisadora no Núcleo de Estudos em Serviço Social e Relações de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (NUSSERGE/UFSC). Doutora em Ciências Humanas pelo Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, da Universidade Federal de Santa Catarina, com período sanduíche na Universidad Pablo de Olavide em Sevilha/Espanha.
natercia.bambirra@gmail.com
https://orcid.org/0000-0002-8158-3863
http://lattes.cnpq.br/6716432744693303

Pedro Rosas Magrini, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab) – Redenção, Bahia, Brasil

Professor dos cursos de Administração Pública e Serviço Social na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab). Doutor pelo Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGICH/UFSC), com estágio sanduíche no Programa Universitario de Estudios de Género da Universidade Nacional Autonoma de México (PUEG/UNAM) e pós-doutorado em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
pedromagrini@unilab.edu.br
https://orcid.org/0000-0002-6158-456X
http://lattes.cnpq.br/9861419240849649

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Publicado

30-06-2023

Edição

Seção

Seção Temática "Mulheres, territorialidades e epistemologias feministas – conflitos, resistências e (re)existências", organizada por Fabrina Furtado (CPDA/UFRRJ), Ana Carneiro (UFSB) e Dibe Ayoub (UFF)