‘Sou preta, pobre e bicho do mato. É muita coisa pra uma pessoa só!’: violências, resistências e formas de luta das jovens mulheres na Região do Bico do Papagaio – TO, Brasil

Autores

  • Elisa Guaraná de Castro Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil https://orcid.org/0000-0001-8652-0303
  • Luiza Borges Dulci Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil https://orcid.org/0000-0002-6125-0842
  • Joyce Gomes de Carvalho Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC/RJ) – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil https://orcid.org/0000-0003-1198-4730

DOI:

https://doi.org/10.36920/esa31-1_st06

Palavras-chave:

mulheres rurais, geração, raça, trabalho, sexualidade, território

Resumo

A diversidade das condições e modos de vida das mulheres do território Bico do Papagaio – TO, no Norte do Brasil, compreendem questões ligadas à terra e à produção, à família, à sexualidade, ao gênero e ao pertencimento ao espaço rural. Partindo deste contexto, o presente artigo investigou como a construção das identidades e a participação das mulheres em espaços de decisão são atravessadas pelas dimensões de raça e de geração. A análise se baseia nos resultados do Projeto de Extensão Diagnóstico Participativo das Juventudes do Bico do Papagaio/TO, realizado em 2019, com a participação direta das juventudes do território. O projeto envolveu levantamentos de dados primários e secundários sobre a região e seu perfil demográfico. Os dados evidenciam a pluralidade de formas de manifestação da divisão sexual do trabalho e mostram como aspectos de gênero, racismo e preconceitos associados à origem rural compõem uma matriz de desigualdades que inventa e reinventa as relações rural e urbana em meio à objetividade de fronteiras invisíveis. Observar as jovens mulheres, e as mais velhas, em especial as lideranças do Movimento Interestadual de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu (MICQCB), e como elas expressam e percebem formas de controle sobre seu corpo, relações de trabalho e dinâmicas de circulação no território, nos permitiu descortinar a persistência de violências imbricadas em relações de poder em uma sociedade patrical, racializada e heteronormativa. Ademais, foi possível captar as estratégias de resistência e enfrentamento, igualmente multifacetadas.

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Biografia do Autor

  • Elisa Guaraná de Castro, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

    Professora Titular da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), atuando na graduação de Ciências Sociais, no Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais (PPGCS) e no Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA). Doutora em Antropologia Social pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAS/MN/UFRJ). Integrante do Grupo de Trabalho Infâncias e Juventudes do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso), do Núcleo de Antropologia da Política (NuAP) e cocoordenadora do Grupo de Trabalho do CNPq em Gênero e Ruralidades.
    elisaguarana@gmail.com
    https://orcid.org/0000-0001-8652-0303
    http://lattes.cnpq.br/2414343494751533

  • Luiza Borges Dulci , Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

    Doutora pelo Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ).
    luiza.dulci@gmail.com
    https://orcid.org/0000-0002-6125-0842
    http://lattes.cnpq.br/2351364430587117

  • Joyce Gomes de Carvalho, Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC/RJ) – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

    Professora concursada da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC/RJ), atuando no Ensino Médio. Mestra em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (PPGCS/UFRRJ).
    joyceufrrj@yahoo.com.br  
    https://orcid.org/0000-0003-1198-4730
    http://lattes.cnpq.br/1886971902669499

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Publicado

30-06-2023

Edição

Seção

Seção Temática "Mulheres, territorialidades e epistemologias feministas – conflitos, resistências e (re)existências", organizada por Fabrina Furtado (CPDA/UFRRJ), Ana Carneiro (UFSB) e Dibe Ayoub (UFF)

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