Contrapontos semiótico-discursivos entre Gaibéus, de Alves Redol, e Levantado do chão, de José Saramago

Autores

  • José Leite Junior Universidade Federal do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.36920/esa33-2_11

Palavras-chave:

Neorrealismo Português, Trabalhador Rural, Semiótica Discursiva, Alves Redol, José Saramago

Resumo

O artigo propõe uma análise comparativa de dois romances portugueses: Gaibéus (1940), da autoria de António Alves Redol, e Levantado do chão (1980), de José Saramago. Reconhecendo que há um vínculo estilístico entre essas obras, a investigação procura identificar pontos de convergência ou de divergência entre elas. Com base no modelo metalinguístico proposto por Algirdas Julien Greimas, o estudo destaca o primeiro capítulo desses romances como corpus. A análise comparativa permite inferir que as obras divergem em relação à temporalização (abrangência do tempo histórico), espacialização (Ribatejo e Alentejo) e actorialização (coletivo de trabalhadores e grupo familiar). No entanto, são semelhantes algumas estratégias discursivas, como o narrador onisciente e a figuratividade relativa à espoliação do trabalhador rural português. O estudo conclui que, no nível fundamental do percurso gerativo do sentido, em Gaibéus a categorização é dada pela dicotomia trabalho vs. capital e em Levantado do chão pela dicotomia posse vs. propriedade.

Palavras-chave: Neorrealismo português, trabalhador rural, semiótica discursiva, Alves Redol, José Saramago.

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Biografia do Autor

  • José Leite Junior, Universidade Federal do Ceará

    José Leite de Oliveira Junior (Leite Junior), natural de Fortaleza, possui Licenciatura em Letras pela Universidade Estadual do Ceará UECE, mestrado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), doutorado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). Ensinou na UECE (1986-1996) e na Universidade de Fortaleza Unifor (2000-2006) e, desde 2006, no Departamento de Literatura da Universidade Federal do Ceará. É do quadro efetivo do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFC. Autor de O pictórico em Luzia-Homem (Prêmio Ceará de Literatura, Secult, 1993), Domingos Olímpio (Demócrito Rocha, 2003) e O pictórico na poesia de Cabo Verde: dos claridosos a Kiki Lima (Edufc; Secult, 2010). Na poesia, publicou Canção (Imprensa Oficial do Estado do Ceará, 1983) e Cronos e cromos: décimas, sonetos e sonetilhos (Premius, 2019). Ilustrador e artista plástico, tendo mostras oficiais, como o Salão de Abril (1990) e a Unifor Plástica (2005), além de curadorias, como a Mostra Sesc Cariri (2015). Lattes: http://lattes.cnpq.br/1037793897092173. 

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Publicado

17-08-2026

Edição

Seção

Seção Temática "Conflitos Agrários e o Romance", organizada por José Vicente Tavares dos Santos (UFRGS) e César Barreira (UFC)

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