Contrapontos semiótico-discursivos entre Gaibéus, de Alves Redol, e Levantado do chão, de José Saramago
DOI:
https://doi.org/10.36920/esa33-2_11Palavras-chave:
Neorrealismo Português, Trabalhador Rural, Semiótica Discursiva, Alves Redol, José SaramagoResumo
O artigo propõe uma análise comparativa de dois romances portugueses: Gaibéus (1940), da autoria de António Alves Redol, e Levantado do chão (1980), de José Saramago. Reconhecendo que há um vínculo estilístico entre essas obras, a investigação procura identificar pontos de convergência ou de divergência entre elas. Com base no modelo metalinguístico proposto por Algirdas Julien Greimas, o estudo destaca o primeiro capítulo desses romances como corpus. A análise comparativa permite inferir que as obras divergem em relação à temporalização (abrangência do tempo histórico), espacialização (Ribatejo e Alentejo) e actorialização (coletivo de trabalhadores e grupo familiar). No entanto, são semelhantes algumas estratégias discursivas, como o narrador onisciente e a figuratividade relativa à espoliação do trabalhador rural português. O estudo conclui que, no nível fundamental do percurso gerativo do sentido, em Gaibéus a categorização é dada pela dicotomia trabalho vs. capital e em Levantado do chão pela dicotomia posse vs. propriedade.
Palavras-chave: Neorrealismo português, trabalhador rural, semiótica discursiva, Alves Redol, José Saramago.
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