Proprietários rurais e neofascismo: uma radiografia da ideologia do agrobolsonarismo
DOI:
https://doi.org/10.36920/esa33-1_03Palavras-chave:
Agronegócio, Bolsonarismo, NeofascismoResumo
O objetivo do artigo é analisar os aspectos ideológicos da fração do agronegócio brasileiro que aderiu ativamente ao movimento bolsonarista, particularmente os proprietários de terras de médio capital. Para tanto, mobilizamos documentos e publicações em redes sociais do Movimento Brasil Verde e Amarelo (MBVA), das entidades patronais que estiveram ligadas a esse grupo e de seus principais expoentes. A análise dos documentos e publicações foi feita utilizando como instrumento teórico a caracterização do movimento bolsonarista como um movimento com características neofascistas. Concluímos que a ideologia do agrobolsonarismo, da mesma forma que a mobilizada por outros atores dentro do movimento bolsonarista, é principalmente anticomunista, com traços de nacionalismo, conservadorismo, culto à violência e crítica superficial ao capitalismo e à democracia liberal. O baluarte dos interesses dos proprietários de terras é a defesa da segurança jurídica e física da propriedade privada da terra, bem como assegurar sua rentabilidade, e na lógica da ideologia agrobolsonarista, o principal inimigo da propriedade privada da terra é o “comunismo” e seus aparatos nacionais e internacionais.
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