Caminhos da reforma agrária no Brasil e suas implicações para a agrobiodiversidade

Agrarian reform in Brazil and its implications for agrobiodiversity

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36920/esa-v28n2-2

Resumo

O artigo analisa as influências das políticas de reforma e desenvolvimento agrário, bem como o papel dos movimentos sociais na manutenção da agrobiodiversidade. Desde o fim do regime militar, ocorreram avanços nas políticas públicas para agricultura familiar, que estão atualmente ameaçados. Movimentos sociais que impulsionaram as políticas no setor resistem aos retrocessos adotando atualmente uma orientação produtiva e sociopolítica embasada na agroecologia, que resgata o papel da agrobiodiversidade no fortalecimento da soberania alimentar. Este trabalho se inscreve entre os estudos de avaliação da diversidade agrícola em áreas de reforma agrária com vistas a contribuir para as análises de iniciativas agroecológicas, oferecendo elementos de reflexão para debates sobre programas e ações em torno da agrobiodiversidade em assentamentos rurais.
Palavras-chave: agroecologia; ecologia política; sementes crioulas; soberania alimentar.

Artigo recebido em 21 de julho de 2019.  Aceito em 6 de março de 2020.

Como citar
MARCHETTI, Fábio; MORUZZI MARQUES, Paulo Eduardo ; SANTOS, João Dagoberto dos; SILVA, Felipe Otávio Campelo. Caminhos da reforma agrária no Brasil e suas implicações para a agrobiodiversidade. Estudos Sociedade e Agricultura, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 284-311, jun. 2020.

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Biografia do Autor

Fábio Marchetti, Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo, São Paulo, Brasil

Doutorado em Ecologia Aplicada na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de São Paulo (ESALQ/USP). Doutorado sanduíche no Muséum National d'Histoire Naturelle (MNHN), França. Pós-Doutorado na Universidade de São Paulo (USP).
https://orcid.org/0000-0002-8019-3871
http://lattes.cnpq.br/3361582853033088
fabio.marchetti@usp.br

Paulo Eduardo Moruzzi Marques, Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo, São Paulo, Brasil

Pós-doutorado em Sociologia no Laboratoire Dynamiques Sociales et Recomposition des Espaces (Ladyss), França, e livre-docência em Sociologia na Universidade de São Paulo (USP). Professor associado de Sociologia, com ênfase em Sociologia Rural, no Programa de Pós-Graduação Interunidades (CENA-ESALQ) em Ecologia Aplicada na Universidade de São Paulo (USP).
https://orcid.org/0000-0002-0514-7568
http://lattes.cnpq.br/2647338058590600
pmarques@usp.br

João Dagoberto dos Santos, Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo, São Paulo, Brasil

Doutorado em Ciências – Recursos Florestais, opção em Conservação de Ecossistemas Florestais, pela Universidade de São Paulo (USP).
https://orcid.org/0000-0002-4836-8029
http://lattes.cnpq.br/1120449817524314
jdsantos43@gmail.com

Felipe Otávio Campelo e Silva, Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto (EPAAEB) – Prado, Bahia, Brasil

Mestrado em Sociologia Rural pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Coordenador das equipes de campo em projetos de assentamentos ecológicos da Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto (EPPAEB).
https://orcid.org/0000-0001-9404-6592
http://lattes.cnpq.br/2441639977234148
campelo.felipe@hotmail.com

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Publicado

2020-06-01