Políticas públicas de saúde do homem do campo no semiárido nordestino

Public health policies for rural men in the Northeastern semi-arid region

Autores

  • André Luiz Abrantes Oliveira Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) – Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte, Brasil https://orcid.org/0000-0001-7830-4432
  • Bertulino José de Souza Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) – Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte, Brasil https://orcid.org/0000-0002-9866-9305

DOI:

https://doi.org/10.36920/esa-v28n3-7

Resumo

O estudo buscou desvelar os fatores impeditivos à realização do exame de toque, analisando e discutindo aspectos como identidade, subjetividade e gênero, na perspectiva de compreender como se dava o mecanismo de interdição ou comprometimento da Política de Atenção Integral à saúde do homem. Objetivou analisar a natureza complexa e conflitiva do exame de toque e suas implicações para os estudos de gênero. A metodologia de natureza qualitativa e com um viés interpretativo foi apoiada na abordagem fenomenológica, cujo percurso versou pela: análise e interpretação teórica de estudos e documentos relacionados ao objeto de estudos; elaboração e aplicação de roteiro de entrevistas (foram gravadas, transcritas e analisadas) com 31 voluntários – todos homens, maiores de 45 anos e moradores da comunidade rural de Alexandria – RN, nos sítios Maniçoba e Cacimba de Cima; interpretação dos resultados e considerações. Os resultados evidenciaram que os homens procuravam os postos de saúde com pouca frequência, justificando a ausência de necessidade. Contrariamente, notaram-se posturas e afirmações de masculinidade/virilidade que sobrepunham qualquer demanda no campo da saúde, sobretudo quando versavam sobre doenças graves, como o câncer de próstata. Percebeu-se que a subjetividade do exame, onde o corpo do homem é tocado, parece ser mais significativa que o cuidado de si. Evidenciou-se nas comunidades rurais estudadas, a necessidade de criação e fortalecimento de quadros profissionais para atuarem no combate ao preconceito e na elaboração de sólido planejamento no campo da saúde do homem.
Palavras-chave: identidade; subjetividade; políticas públicas de saúde; semiárido.


Como citar
OLIVEIRA, André Luiz Abrantes; SOUZA, Bertulino José de. Políticas públicas de saúde do homem do campo no semiárido nordestino. Estudos Sociedade e Agricultura, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 644-675, out. 2020. DOI: https://doi.org/10.36920/esa-v28n3-7.

Recebido em 25 de maio de 2020.  Aceito em 31 de agosto de 2020.

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Biografia do Autor

André Luiz Abrantes Oliveira, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) – Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte, Brasil

Mestrado em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).
andreabran2010@hotmail.com
https://orcid.org/0000-0001-7830-4432
http://lattes.cnpq.br/1533090442198076

Bertulino José de Souza, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) – Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte, Brasil

Professor Adjunto IV da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).  Doutorado e Pós-doutorado em Antropologia Social e Cultural no Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra, Portugal. Docente Permanente do Programa de Pós-graduação em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido (Plandites/UERN).
bertulinosouza@uern.br
https://orcid.org/0000-0002-9866-9305
http://lattes.cnpq.br/0591898261776447

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Publicado

2020-10-01