Redes alimentares alternativas e potencialidade ao desenvolvimento do capital social

  • Ronaldo Tavares de Souza Universidade de São Paulo (USP), Brasil
  • Eduardo de Lima Caldas Universidade de São Paulo (USP), Brasil

Resumo

A partir de propósitos de sustentabilidade e justiça social, os produtores de alimentos orgânicos encontram uma bifurcação entre o crescimento convencional e a manutenção da produção familiar. Esses últimos são levados a redes alternativas de distribuição de alimentos que abrangem uma ampla variedade de formas. Este artigo questiona como essas formas podem favorecer o desenvolvimento do capital social. Por meio de uma revisão sistemática, 45 artigos deram sustentação a uma taxonomia com cinco tipos de redes: produção própria; esquemas de cestas; venda direta; comunidades de suporte ao agricultor; e grupos de compras solidárias. A reflexão sobre densidade e vínculos esperados em cada tipo de rede, através dos exemplos observados, indica maior potencial daquelas formadas a partir de consumidores, seguidas por grupos de produtores, esquemas de cestas e, por último, produtores para consumo próprio. Essa pode ser uma contribuição significativa às políticas para fomento do consumo responsável e desenvolvimento da agricultura familiar.

Biografia do Autor

Ronaldo Tavares de Souza, Universidade de São Paulo (USP), Brasil

Mestre em Ciência Ambiental pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorando em Geografia pela Université Laval (Quebec) e. E-mail: ronaldotavaresdesouza@yahoo.com.br.l

Eduardo de Lima Caldas, Universidade de São Paulo (USP), Brasil

Doutor em Ciência Política pela USP, pós-doutor pela Centre International de Recherches Agronomiques pour le Développement (Paris) e professor livre docente do programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (PROCAM) e do curso de graduação em Gestão de Políticas Públicas (EACH-USP) da USP. E-mail: eduardocaldas@usp.br.

Publicado
2018-06-01